E-commerce
iFood Move 2026 terá palco dedicado ao varejo
Em entrevista exclusiva à Central do Varejo, Beatriz Pentagna, diretora de marketing B2B do iFood, explica os números que levaram à criação do espaço
O iFood Move 2026 acontece nos dias 16 e 17 de setembro, no São Paulo Expo, e reúne mais de 12 mil participantes em até oito palcos simultâneos. Pela primeira vez em três edições, o evento vai contar com um palco dedicado ao varejo, voltado a categorias como mercado, farmácia, atacado e conveniência.
A decisão acompanha o desempenho dessas categorias dentro da plataforma. Segundo o iFood, as verticais não food cresceram cerca de 50% no último ano fiscal e já respondem por um terço da receita da empresa. Em entrevista exclusiva à Central do Varejo, Beatriz Pentagna, diretora de marketing B2B do iFood, detalhou os números por trás da mudança e o que ela representa para o posicionamento do evento.
Por que o varejo ganhou um palco próprio no iFood Move 2026
O Palco Varejo nasce de uma mudança na composição do negócio do iFood. Nas duas primeiras edições do Move, o evento refletia uma plataforma predominantemente voltada a restaurantes. Segundo Pentagna, esse cenário já não corresponde à realidade atual da empresa.

“Hoje a realidade é outra. As outras categorias, mercado, farmácia, petshop, bebidas e conveniência, cresceram cerca de 50% no último ano e já representam um terço da nossa receita”, disse Pentagna. “Dar um palco ao varejo é dar espaço a um público que já está no ecossistema do iFood, mas que tem dinâmicas, desafios e oportunidades próprias.”
Entre as categorias não food, a farmácia teve o desempenho mais expresso no período. Segundo a executiva, os pedidos da categoria cresceram mais de 70% no primeiro semestre de 2026, e o número de farmácias parceiras passou de 14 mil para 22 mil unidades. Mercado e conveniência também tiveram avanço, segundo Pentagna, sem que a executiva detalhasse percentuais específicos para essas categorias.
O iFood não trabalha com uma meta de público segmentada por palco dentro do evento. “O iFood Move é uma experiência integrada e esperamos que os mais de 12 mil participantes circulem livremente entre os espaços”, afirmou Pentagna.
Dez horas de programação e curadoria dedicada
A programação do Palco Varejo terá dez horas ao longo dos dois dias de evento, dentro da estrutura de mais de 70 horas de conteúdo do iFood Move 2026. A curadoria é assinada pela consultoria btr varese. Segundo Pentagna, a opção por um palco próprio, e não por um painel isolado dentro de outro espaço, foi deliberada. “Queríamos dar densidade e continuidade à programação de varejo, para que o participante possa dedicar um tempo significativo a esse conteúdo sem precisar escolher entre varejo e food”, disse.
De “evento de restaurantes” a “evento do ecossistema”
A entrada do varejo na programação também altera a forma como o iFood descreve o próprio evento. Até a edição de 2025, o Move era apresentado como o maior evento de restaurantes da América Latina. Para 2026, a definição passa a ser maior encontro de restaurantes, varejo e conveniência da América Latina.
“O restaurante segue no centro do evento e segue sendo o coração do nosso negócio. O que muda é que o iFood Move agora reflete a diversidade real da plataforma”, afirmou Pentagna. Segundo a executiva, um em cada três clientes que pede comida no aplicativo também compra em categorias como mercado, farmácia e petshop.
Posição do iFood Move frente a outros eventos do setor
Questionada sobre a comparação com eventos de varejo já consolidados no calendário do setor, promovidos por associações e entidades de franquia, Pentagna disse que o iFood não vê o Move como concorrente direto dessas iniciativas. “O que o iFood Move traz de diferente é a perspectiva do ecossistema digital. O parceiro de varejo que vem ao evento não vem apenas discutir tendências, vem entender como o consumidor está comprando e como a jornada on demand se conecta com a loja física”, afirmou.
O que decide o futuro do Palco Varejo
Sobre a continuidade do Palco Varejo em futuras edições, Pentagna afirmou que o espaço não está em avaliação quanto à permanência, mas quanto ao formato. “O que vamos avaliar não é se esse espaço continua existindo, mas como ele evolui”, disse. Segundo a executiva, os indicadores observados incluem engajamento do público, percepção de valor do conteúdo, qualidade das conexões geradas e retorno dos participantes.
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Imagens: Central do Varejo e Divulgação