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Central do Varejo

Design

Shoppings se tornam centros de colaboração entre marcas e lojistas

Para especialista, shoppings precisam ser hubs de marcas que trabalhem juntas, oferecendo experiências diferenciadas

Publicado

3 anos atrás

on

26 de maio, 2023

Por

Redação

Nos últimos anos, mudanças significativas no comportamento de consumo vem exigindo uma nova abordagem por parte das empresas de shopping centers e dos lojistas. A relação de locação de espaços entre as partes deve evoluir para um conceito de marketing estratégico, envolvendo a colaboração entre administradores de empreendimentos e comerciantes. Isso implica em um trabalho mais focado em parcerias e ações para atender às novas demandas dos clientes, em vez de uma simples relação entre locador e locatário.

De acordo com o arquiteto Júlio Takano, fundador e CEO da Kawahara Takano Retailing, especializada em arquitetura de negócios e ecossistemas de varejo, os shoppings precisam se transformar em “hubs” de marcas, estabelecendo parcerias, ações e eventos conjuntos, em vez de operarem de forma isolada. Essa transformação pode começar pelas empresas de shopping, mas os lojistas também podem apresentar sugestões e soluções para essa nova realidade.

Takano, em entrevista ao Diário do Comércio, ressalta que os próximos anos serão desafiadores para o varejo, o que já pode ser observado pelos problemas financeiros enfrentados por redes tradicionais no país. Grandes empresas têm relatado prejuízos, dívidas enormes e fechamento de lojas. Diante desse cenário, as empresas precisam prestar mais atenção à área financeira e à governança, e a conexão entre as companhias pode ser de grande ajuda para superar esses momentos difíceis.

O arquiteto destaca que muitos lojistas ainda acreditam que conseguem tocar um negócio de forma isolada, realizando ações e vendas sem preocupação com outros aspectos. No entanto, é necessário um olhar mais amplo e estruturado, com governança, para resgatar os negócios e posicionar as marcas adequadamente.

Takano argumenta que o consumidor está buscando um consumo mais consciente e sustentável, preferindo produtos de qualidade em vez de descartáveis. As lojas que não acompanharem essas mudanças de comportamento e não se adaptarem ao fluxo de caixa podem enfrentar dificuldades e fechamento. No entanto, ele vê uma oportunidade exponencial para aqueles que se adaptarem e readequarem seus produtos e serviços para atender às demandas dos clientes.

Para Takano, as empresas do futuro devem aspirar a se tornar o terceiro lugar na vida das pessoas, após a moradia e o trabalho. Esse lugar deve oferecer prazer e uma experiência satisfatória ao consumidor do futuro. Ele enfatiza que esse processo de transformação é fundamental para construir o posicionamento de uma empresa ou marca, atraindo clientes que desejam desfrutar de momentos agradáveis em seu espaço.

Imagem: Freepik

 
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