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Economia

Após a pandemia, reformas em residências ainda são uma constante

Levantamento feio pela rede Casa do Construtor mostrou que mais de 60% pretendem realizar reformas em casa

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Durante os últimos 12 meses, o cenário das reformas no Brasil se manteve ativo, mesmo com a gradual diminuição dos impactos da pandemia. De acordo com um levantamento realizado pela Casa do Construtor, constatou-se que 63% dos indivíduos entrevistados optaram por realizar alguma forma de reforma em suas residências, um ligeiro declínio em relação aos 68% registrados no ano anterior.

Os resultados da pesquisa detalham as motivações por trás dessas reformas. Cerca de 22% das respostas apontaram para reparos direcionados a questões como rachaduras, infiltrações ou problemas elétricos. Enquanto isso, transformações estéticas, como a pintura, foram responsáveis por 15% das ações.

Dentro desse panorama, o estudo de 2023 apresentou um panorama das áreas da casa que foram alvo de intervenções. Os quartos registraram um destaque anterior com 55%, entretanto, houve uma queda para 42%. Enquanto isso, banheiros/lavabos mantiveram uma constância de 44% e as áreas de lazer permaneceram em 18%. No tocante às razões para as reformas, a influência da pandemia como fator preponderante aumentou de 38% para 41%. O propósito geral das reformas incluiu adaptação de ambientes para melhor convívio familiar, reparos emergenciais e aprimoramento estético.

No que diz respeito a áreas específicas da residência, os banheiros/lavabos destacaram-se com 30% das intenções em 2021, subindo para 35% em 2023. A cozinha ficou na segunda posição, com 32% em comparação aos 36% anteriores. O CEO e co-fundador da Casa do Construtor, Altino Cristofoletti Junior, observou que, apesar do declínio da pandemia, a atenção dada às casas permanece uma tendência duradoura. Ele enfatizou que, embora as motivações e áreas de foco possam variar, existe um interesse generalizado em aprimorar os espaços para acomodar uma variedade de atividades.

No entanto, as dificuldades econômicas ainda se apresentam como obstáculos para a realização de reformas. Mais da metade dos entrevistados mencionou o orçamento como a principal dificuldade, especialmente entre as classes C e D. A escassez de mão de obra qualificada ocupou a segunda posição nesse aspecto.

Em relação ao futuro desse cenário, Altino Cristofoletti Junior sugeriu que, além das grandes empreitadas, o mercado de reformas de pequeno e médio porte permanece resiliente, refletindo um desejo intrínseco de aprimorar e embelezar os lares. Ele acredita que um acesso mais amplo ao crédito, taxas de juros mais competitivas e uma carga tributária reduzida poderiam impulsionar ainda mais o desenvolvimento desse setor.

Imagem: Freepik