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Economia

IPCA de outubro desacelera em relação a setembro

Alta foi principalmente motivada pelo preço de passagens aéreas; por outro lado, alimentos se mantêm em queda pelo quinto mês consecutivo; capital com maior inflação é Goiânia, e Fortaleza tem a menor

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Asa de avião vista da janela, com céu azul e nuvens abaixo; 123 Milhas; Gol

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15, IPCA de outubro, foi de 0,21%, o que representa 0,14 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de setembro (0,35%), de acordo com o IBGE. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,96% e, em 12 meses, de 5,05%, acima dos 5,00% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2022, a taxa foi de 0,16%.

O IPCA de outubro foi motivado principalmente pela alta das passagens aéreas, transporte por aplicativo, no grupo Transportes, do plano de saúde, no grupo Saúde e cuidados pessoais, e do botijão de gás, no grupo Habitação. Sete dos nove grupos pesquisados registraram alta em outubro.

Altas

A maior variação (0,78%) e o maior impacto (0,16 p.p.) vieram de Transportes pelo segundo mês consecutivo, o subitem passagem aérea subiu 23,75% e teve o maior impacto individual no índice do mês (0,16 p.p.). Transporte por aplicativo (5,64%) e emplacamento e licença (1,64%) também registraram alta.

Quanto aos combustíveis (-0,44%), houve queda na gasolina (-0,56%), no etanol (-0,27%) e no gás veicular (-0,27%), enquanto o óleo diesel (1,55%) subiu. A alta do táxi (0,31%) decorre do reajuste de 20,00% em Porto Alegre (3,59%), a partir de 9 de outubro.

Os grupos Saúde e cuidados pessoais (0,28%) e Habitação (0,26%) também registraram alta e contribuíram com 0,04 p.p. cada. Em Saúde e cuidados pessoais (0,28%), o subitem plano de saúde subiu 0,77% em outubro. Os itens de higiene pessoal subiram 0,05%, influenciados pelas altas do perfume (1,24%) e dos produtos para cabelo (0,45%).

No grupo Habitação (0,26%), destacam-se as altas do gás de botijão (1,24%) e do aluguel residencial (0,29%). A taxa de água e esgoto (0,27%) subiu por conta do reajuste de 6,75% em Salvador (4,42%), a partir de 25 de setembro. Por sua vez, a energia elétrica residencial registrou queda de 0,07% em outubro.

Gráfico em azul IBGE

Baixas

No lado das quedas, os preços do grupo Alimentação e bebidas (-0,31% e -0,07 p.p.) recuaram pelo quinto mês consecutivo. Os demais grupos ficaram entre a queda de Comunicação (-0,29%) e a alta de Despesas Pessoais (0,31%).

A queda do grupo Alimentação e bebidas (-0,31%) foi influenciada pela alimentação no domicílio (-0,52%), que desacelerou ante o mês anterior (-1,25%). Destacam-se as quedas do leite longa vida (-6,44%), feijão-carioca (-5,31%), ovo de galinha (-5,04%) e das carnes (-0,44%). No lado das altas, o arroz (3,41%) e as frutas (0,71%) subiram de preço.

A alimentação fora do domicílio (0,21%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,46%). A alta da refeição (0,22%) foi menos intensa que a do mês anterior (0,35%) e o lanche (-0,11%) registrou queda de preços, após alta de 0,74% em setembro.

Quanto aos índices regionais, oito áreas tiveram alta em outubro. A maior inflação foi registrada em Goiânia (0,63%), motivada pela alta da passagem aérea (30,33%) e da gasolina (1,86%). Já a maior deflação ocorreu em Fortaleza (-0,28%), que teve o resultado influenciado pela queda nos preços da gasolina (-9,32%).