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Economia

Mais de 94% da atividade econômica do RS foi afetada pelas enchentes

Principais polos de produção econômica e industrial do estado foram afetados pelas enchentes, que são a maior catástrofe climática da história do RS

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De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, Fiergs, 94,3% da atividade econômica do RS, quase 95%, está sendo afetada pelas enchentes que continuam acontecendo. Muitos dos principais polos econômicos e industriais foram atingidos pelas cheias, afetando a capacidade de produção de renda do estado, além de toda a perda material acumulada até o momento.

Cidades com grande produção e impacto na economia local foram afetados, assim como municípios produtores industriais e também os principais responsáveis pela arrecadação estadual de impostos. A atividade econômica do RS é reconhecida pela produção de carnes, calçados, entre outros produtos nacional e internacionalmente.

Com o comprometimento de grandes polos de produção econômica, a reconstrução do estado fica ainda mais difícil, uma vez que vai além das perdas materiais. Enquanto isso, as chuvas não param. Nesta segunda-feira, 13, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), fez apelo para que as pessoas que voltaram para casa saiam novamente. A previsão é de mais chuva no início desta semana – o rio Guaíba atinja 5,5m de altura nas cidades.

“O apelo que quero fazer é que ninguém volte para casa. Tomara que não chegue a 5,5 (metros), mas eu tenho de acreditar na ciência, nos hidrólogos. Não dá para voltar e pode até estender um pouquinho essa lâmina (de água), atingindo 6 mil pessoas a mais”, disse o prefeito em entrevista coletiva nesta segunda. Porém, autoridades da Brigada Militar relatam resistência de algumas pessoas a sair de suas casas.

Até o momento, foram identificados 145 mortos e 132 desaparecidos, segundo Boletim de Ocorrência de domingo da Defesa Civil. Foram atingidos 447 dos 497 municípios do RS, e mais de 500 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. Foram 2 milhões de pessoas afetadas pelas enchentes, que são a maior catástrofe climática da história do estado, e, como apontam cientistas, consequências do aquecimento global.

Imagem: Gustavo Mansur, Agência Brasil