Inovação
Com tecnologia, C&A e Alpargatas modernizam experiência do cliente
Empresas vêm moldando lojas para clientes mais decididos e testando novas abordagens para integrar o ambiente digital

Palestrantes em uma das mesas no segundo dia do VTEX Day, a presidente da Alpargatas, Ana Bógus, e o CEO da C&A, Paulo Correa, discutiram o futuro das lojas físicas. A conversa teve início trazendo um panorama geral da maneira como a pandemia afetou o funcionamento das lojas, implicando em uma revisão da jornada do cliente.
Com uma rede de 1053 lojas ao redor do mundo, sendo apenas 45 próprias, a Havaianas vem transformando suas instalações em função da nova realidade. Além dos formatos já conhecidos, agora é possível encontrar os calçados também em outlets, bikes e containers. Há ainda um modelo autônomo no Parque Villa Lobos, em São Paulo, sem intervenção humana, onde as compras são feitas pelo aplicativo
Ana anunciou que as lojas da rede estão sendo redesenhadas para um modelo que ela classificou como retail 4.0, tendo como coração a customização das peças, além do uso de vitrines digitais. “As lojas precisam ser desenhadas para fazer 40% das vendas em dezembro”, explicou sobre o período mais agitado para a empresa.
“Aquilo que a gente conhecia como loja três anos atrás é muito diferente de hoje, porque o comportamento está mudando”, explicou Paulo Correa. O CEO completou dizendo que os clientes têm mais repertório e, muitas vezes, chegam às lojas já com um produto como alvo. Não é mais tão comum ver pessoas explorando as araras.
Para se adaptar às novas tendências, a C&A conta hoje com algumas ferramentas com a entrega feita em até duas horas (apenas em São Paulo) e um dos maiores cases de sucesso da empresa no ambiente digital:o WhatsApp da C&A.
Inaugurado na pandemia, o serviço conta com colaboradores das lojas em contato direto com consumidores através do aplicativo de mensagens instantâneas. Paulo relembra que no início foi uma maneira de aproximar uma experiência que parecia fria, mas com o tempo e muito investimento em dados e estruturação, acabou se tornando o canal de comunicação com os clientes mais efetivo. “Se consigo levar mensagens relevantes, acontece o diálogo. Conversou, vende mais”, finaliza.
Foto: Pedro Figueiredo/Central do Varejo