Economia

64% devem presentear na Páscoa 2026 em MG

Na Páscoa de 2026, o consumo deve acontecer, mas com decisões baseadas em preço, promoção e percepção de valor

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Ovos de páscoa dourados no supermercado, com mão alcançando um deles

A Páscoa 2026 deve levar o consumidor às compras em Belo Horizonte, mas com um comportamento mais cauteloso e seletivo. Uma pesquisa realizada pelo Núcleo Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG mostra que 64,1% dos consumidores pretendem presentear na data, confirmando a força do período para o comércio.

 Ao mesmo tempo, o cenário revela um consumidor atento ao orçamento, guiado por preço e oportunidade. O dado mais expressivo reforça uma tradição: 98,1% dos consumidores que vão presentear devem comprar chocolates. O destaque segue com os ovos de Páscoa industrializados, citados por 53,8%, seguidos pelos chocolates em geral, com 34,4%.

Para a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, o resultado mostra resiliência do consumo, mesmo diante de restrições financeiras. “A Páscoa mantém seu apelo emocional e simbólico, o que sustenta a intenção de compra. Mas o consumidor está mais racional, comparando preços e priorizando opções que cabem no orçamento”, afirma.

O levantamento aponta que 72,8% pretendem gastar o mesmo valor ou menos na Páscoa 2026 que no ano passado. A estratégia predominante é comprar menos e pagar menos. Quase metade dos consumidores, 49,8%, deve optar por poucos produtos de menor valor. 

Gabriela Martins reforça a mudança de comportamento. “O consumidor está mais estratégico. Ele não deixa de comprar, mas ajusta o volume e o tipo de produto. Isso exige do varejo ações mais precisas, principalmente em preço e promoção”, explica. 

Nesse cenário, o preço se consolida como fator decisivo. Promoções (42,6%) e preços reduzidos (28,0%) são os principais atrativos para levar o consumidor às lojas. O impacto é direto na escolha dos canais de compra: supermercados e hipermercados lideram com 50,3%, seguidos pelos shoppings (28,6%). 

Outro ponto relevante está no tíquete médio. A maior parte dos consumidores pretende gastar entre R$100 e R$300, indicando uma Páscoa de consumo moderado, com foco em equilíbrio financeiro. Para a economista, o cenário traz um alerta e uma oportunidade. “O comércio que conseguir alinhar preço competitivo, visibilidade e boas condições de pagamento terá vantagem.

As formas de pagamento acompanham esse comportamento. Cartão de débito e crédito à vista lideram, ambos com 26,4%, seguidos pelo Pix, com 23%. O dado reforça a preferência por evitar parcelamentos longos. Além do consumo, a data também movimenta outros setores. Cerca de 15,7% dos consumidores pretendem viajar, principalmente para visitar familiares, o que amplia o impacto econômico do período.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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