Franchising

Slow retail emerge como diferencial de marcas locais no franchising

Publicado

on

Prateleira com diversas embalagens personalizáveis de madeira na nova loja da Nutty Bavarian

Em um mundo em que grandes redes de varejo dominam o mercado no e-commerce, é preciso que marcas locais se diferenciem aos olhos do consumidor. Enquanto Amazon, Shopee, Mercado Livre, Temu e outros gigantes entregam agilidade quase instantânea, marcas locais precisam entregar qualidade e experiência, no que chamamos de Slow Retail. Essa forma de varejo busca entregar a melhor experiência personalizada, fazendo com os clientes tenham bons motivos para preferir uma determinada marca, ou até mesmo a experiência da loja física.

O Slow Retail se trata de um novo modelo de negócios, que não busca competir em tempo de entrega com a Amazon, por exemplo, com uma logística de menos de 24 horas. No slow retail, o foco é entregar qualidade, exclusividade, atenção individual, personalização e experiências agradáveis para o cliente dentro da loja.

De acordo com uma pesquisa da WD Partners que entrevistou 3.300 consumidores, 68% prefere comprar online, enquanto 79% afirma que ir à loja física demanda muito tempo e esforço. Nesse contexto, é fundamental que as marcas encontrem formas de ressignificar a experiência da loja física, fazendo com que ela ofereça mais que o produto que pode ser adquirido online.

É o que marcas como a Nutty Bavarian têm demonstrado fazer. Com uma loja de presentes na Vila Madalena em São Paulo, a marca proporciona uma experiência única. “Na Nutty Bavarian, não vendemos apenas castanhas glaceadas. Criamos uma experiência sensorial que ativa os cinco sentidos e gera uma conexão emocional profunda com nossos consumidores. O olfato é o sentido mais ligado à memória e à emoção. É por isso que o cheirinho inconfundível das nossas nuts glaceadas desperta lembranças afetivas e cria um gatilho de desejo imediato”, afirma Danilo Tanaka, gerente de marketing da empresa.

O slow retail pode estar também no mercado de serviços, indo além dos produtos. No Buddha Spa, a jornada depois que o cliente entra na franquia é uma imersão de cuidado. “Ao entrar em uma unidade Buddha Spa, os clientes trocam os calçados por chinelos orientais e ingressam em um mundo de relaxamento. Já na recepção, o cliente sente o nosso aroma exclusivo, enquanto é envolvido por um som relaxante. É convidado para apreciar nosso chá especial. Escolhe um blend de óleo essencial que mais combina com o seu momento. Recebe um delicioso escalda-pés. Tudo isso, antes mesmo da terapia ser iniciada”, conta Gustavo Albanesi, CEO da rede.

Existem várias técnicas de slow retail, e, para além delas, é possível ser criativo ao entender o perfil e as preferências dos seus clientes. Algumas das principais estratégias são o bom design de loja, a criação de lojas conceito, atendimento personalizado, produtos exclusivos e personalizados, entre outras.

Na Deco Colors, é possível ter contato com uma loja física que oferece uma experiência diferenciada. Muito além da compra, o cliente pode testar os produtos exclusivos da marca. “No nosso projeto arquitetônico, o cliente vai encontrar diversos ‘ambientes transformados’, em que é possível ver todos os produtos aplicados. Além disso, os clientes podem testar alguns produtos no local, para ver o resultado na prática”, explica João Appolinário, sócio da Decor Colors.

Esse tipo de experiência também ocorre na Polishop, marca que já nasceu omnichannel, por meio das propagandas da TV e vendas por telefone. A marca, que já era um sucesso, agora conta com o diferencial das lojas físicas, onde o cliente pode testar os produtos na hora. “Com a abertura das lojas próprias, esse conceito foi mantido e ampliado, onde o próprio cliente tem a oportunidade de experimentar os produtos e testar aquilo que pode ter visto na TV, site ou canal digital”, conta Appolinário, que também é presidente e fundador da Polishop.

Ainda segundo a pesquisa da WD Partners, entre as pessoas que buscam uma loja física, 43% prefere comprar de uma marca local, por causa de sua relação com a comunidade. E é aí que o franchising se beneficia, uma vez que as franquias possuem o poder de levar marcas e experiências incríveis para todos os lugares. Por meio do franchising, o consumidor local pode ter acesso ao slow retail e a formas diferentes de compra.

Imagens: Divulgação

Continue Reading
Comente aqui

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *