Economia

Comércio mineiro projeta recuperação no segundo semestre

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pessoa apontando gráficos em papel; conceito de forecast

Segundo a Fecomércio MG, 74,7% dos empresários acreditam que as vendas no segundo semestre serão melhores do que no primeiro. O clima de otimismo entre os empresários é impulsionado principalmente pela expectativa de melhora nas vendas em datas comemorativas estratégicas, como o Natal, o Dia dos Pais e a Black Friday.

De acordo com o estudo, esse sentimento positivo é sustentado por uma série de fatores, incluindo a sazonalidade típica do segundo semestre, investimentos planejados em propaganda, promoções e atendimento diferenciado, além de uma expectativa geral de aquecimento do comércio. 

“A percepção de melhora é resultado de uma conjunção de fatores, como a adaptação das empresas às novas dinâmicas de consumo, a aposta em estratégias de divulgação e a tradição de maior movimentação comercial nas datas comemorativas do segundo semestre”, explica a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.

Segundo a pesquisa, 51,4% das empresas pretendem investir em divulgação e propaganda no segundo semestre. Como estratégias, 34,6% apostarão em promoções, enquanto 30% destacam o atendimento diferenciado como principal estratégia para conquistar o consumidor. Para Gabriela Martins, “esses dados mostram uma maior maturidade do setor, que vem apostando não apenas em preços, mas também na experiência do cliente e no relacionamento com o público”.

O estudo também revela que 59% dos empresários consideram o Natal como a data mais importante para o desempenho do segundo semestre, seguido pelo Dia dos Pais (21,1%), Black Friday (17,7%) e Dia das Crianças (16,2%). A forma de pagamento que deverá se destacar no período é o cartão de crédito parcelado, apontado por 48,9% dos entrevistados, seguido pelo Pix (30%).

Apesar do otimismo, há desafios a serem enfrentados. Entre os empresários que não acreditam em melhora, os principais entraves citados são o preço elevado dos produtos (32,2%), a concorrência desleal (13%), a mudança de governo e o momento econômico do país, ambos também com 13%.

“Embora a maioria esteja confiante, é preciso atenção a questões como inflação, crédito restrito e o poder de compra ainda fragilizado de parte da população. Esses fatores podem limitar o crescimento esperado”, alerta Gabriela Martins. “Mais do que nunca, o comércio precisa combinar planejamento estratégico com agilidade para responder às mudanças do mercado”, completa. 

O levantamento mostra ainda que, comparado ao mesmo período de 2024, 36,1% das empresas registraram aumento nas vendas no primeiro semestre de 2025, enquanto 38,8% disseram que os resultados foram iguais ao segundo semestre do ano passado.

“Estamos diante de um semestre que pode marcar a consolidação da recuperação econômica do varejo mineiro, desde que os empresários estejam atentos às oportunidades e às vulnerabilidades do cenário atual”, ressalta Martins.

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