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Keeta inicia serviço de delivery em São Paulo e amplia concorrência no setor

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A Keeta, braço internacional da chinesa Meituan, anunciou nesta quarta-feira (26) o início de sua operação em São Paulo e em outros oito municípios da região metropolitana. O serviço estará disponível a partir de 1º de dezembro e integra o plano de investimento de R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo de cinco anos. Desse total, R$ 1 bilhão será destinado à implantação e expansão na capital paulista.

A apresentação contou com a participação de Carolina Matos, diretora de comunicação da Keeta; Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho; Tony Qiu, CEO da Keeta; Danilo Mansano, VP de Parcerias Estratégicas; o chef e sócio do Seven Kings, Felipe Prieto; e Luiz Hirata, presidente da Abrasel em São Paulo. Antes da coletiva, o grupo participou de uma ativação com o capacete inteligente desenvolvido pela empresa.


Expansão após piloto em Santos

A chegada à capital ocorre um mês após o piloto realizado em Santos e São Vicente, iniciado em 30 de outubro, e sete meses depois do anúncio da vinda ao Brasil, em maio. No período de 20 dias, o número de restaurantes cadastrados nas duas cidades cresceu 60%, chegando a mais de 1.600 estabelecimentos, enquanto a base de entregadores aumentou 135%, ultrapassando 4.700 cadastros.

Segundo Tony Qiu, o piloto permitiu testar soluções e ajustar produtos à realidade do mercado brasileiro. “O lançamento em São Paulo representa um passo estratégico importante, reforçando nosso compromisso em contribuir para desenvolver o setor de delivery local”, afirmou.

Durante a apresentação, Tony relatou casos de entregadores e restaurantes que registraram aumento de demanda no litoral. Segundo ele, há expectativa de replicar em São Paulo o desempenho verificado no piloto.


Operação na capital e região metropolitana

A chegada da Keeta inclui São Paulo e mais oito municípios: Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Osasco, Diadema, Itaquaquecetuba, Barueri e São Caetano do Sul.

Segundo a empresa, mais de 98.200 entregadores parceiros e 27.000 restaurantes já estão cadastrados para operar na região, incluindo cerca de 24.000 PMEs e unidades de grandes redes como Seven Kings, KFC, Lellis Trattoria e Don Corleone Pizza.

O secretário Rodrigo Goulart afirmou que a entrada da empresa deve ampliar a concorrência e gerar impacto econômico. “A chegada da Keeta a São Paulo representa um avanço importante para o setor de delivery, trazendo inovação, eficiência e mais oportunidades para entregadores, restaurantes e consumidores”, disse.

Serviços e condições oferecidas

Para consumidores, o aplicativo disponibiliza o pacote de boas-vindas com cupons de até R$ 200, política de “Horário Garantido” (que concede compensação em caso de atrasos superiores a 15 minutos) e entrega gratuita em mais de 90% dos restaurantes. A empresa afirma também que mais de 90% das rotas serão rastreáveis.

Para restaurantes, a Keeta oferece atendimento humano 24 horas, antecipação de recebíveis em sete dias sem custo e acesso a dados de comportamento de clientes. A companhia afirma que não exige contratos de exclusividade e que cobra taxas de dois a três pontos percentuais menores do que as praticadas pelo iFood, líder do mercado de entregas no Brasil.

Segundo Danilo Mansano, exclusividades prejudicam o setor. “Quem paga a conta dessas exclusividades são outros restaurantes que precisam arcar com taxas maiores”, afirmou.

Para entregadores, o plano prevê distribuição gratuita de até 350 capacetes inteligentes, sete saques semanais sem taxas, suporte humano 24 horas e o lançamento, em dezembro, do primeiro Centro de Suporte ao Entregador, localizado em Santo Amaro, com área de descanso, cozinha e atendimento presencial.

Soluções tecnológicas e modelos operacionais

Durante a apresentação, a empresa demonstrou o capacete inteligente, que ativa comandos por sensores, permite comunicação por áudio (sem usar o celular) e aciona alertas em caso de queda. A tecnologia, já utilizada na China, foi adaptada às normas brasileiras.


A Keeta também confirmou que testará em São Paulo, a partir do piloto, o modelo de “compra intermediada”, no qual assistentes ou entregadores realizam pedidos em restaurantes ainda não integrados ao app. O recurso permite que consumidores comprem em estabelecimentos sem parceria formal com a plataforma.

Questionado sobre entregas por drone, Tony Qiu afirmou que a empresa estuda possibilidades, mas que o tema depende da regulamentação brasileira.

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Expectativas do setor

Luiz Hirata, presidente da Abrasel em São Paulo, declarou que a entidade vê a chegada da Keeta como positiva para estimular a concorrência. “Iniciativas assim estimulam a competição saudável, criam novas oportunidades para PMEs e fortalecem o setor de delivery na cidade”, afirmou.

O chef Felipe Prieto, da Seven Kings, relatou que a operação piloto exigiu obras de ampliação da cozinha devido ao aumento de pedidos. Segundo ele, a empresa multiplicou por seis o volume diário de entregas após o início do piloto em Santos.

Perspectivas

A Keeta estima atingir 80% da população brasileira até o fim de 2026 e planeja expansão para outras regiões metropolitanas. A empresa pretende contribuir para que o Brasil avance da quinta para a quarta posição entre os maiores mercados de delivery do mundo. 

Ao encerrar a coletiva, Tony Qiu reafirmou o compromisso de longo prazo no país. “Nosso objetivo é trabalhar com todos para elevar o mercado, beneficiando consumidores, restaurantes e entregadores.”

Imagens: Central do Varejo

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