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O que as teens querem? Tendências de consumo para a Geração Z no varejo de acessórios
No varejo, uma pergunta tem ganhado cada vez mais relevância entre executivos, estrategistas e gestores de marca: o que a Geração Z realmente busca quando o assunto é consumo? Como poder de compra juvenil crescendo ano após ano, entender as tendências de consumo dessa parte se tornou questão de sobrevivência no mercado.
Composta por jovens nascidos entre meados da década de 1990 e início dos anos 2010, a Geração Z (ou Gen Z) é definida como a primeira geração de verdadeiramente nativos digitais — eles cresceram com internet, smartphones e redes sociais como parte integral de suas vidas. Essa familiaridade tecnológica molda seus hábitos de compra, preferências e expectativas em relação às marcas, estabelecendo novas regras para o varejo.
A Geração Z representa uma fatia significativa da população mundial e nacional. Estimativas indicam que esse grupo corresponda a cerca de 32% da população global, sendo uma das principais forças que moldarão os padrões de consumo nas próximas décadas.
Embora ainda jovem em termos de idade, o poder de compra dos zoomers já é substancial e só tende a crescer. Um relatório da Circana, aponta que a Geração Z, juntamente com os millennials, deverá impulsionar cerca de 60% do crescimento das vendas no varejo até 2030.
Esse impacto está diretamente ligado a dois fatores principais:
- Poder aquisitivo crescente — muitos Gen Z já estão empregados, estudando e tomando decisões financeiras cada vez mais independentes.
- Influência cultural e comportamental — essa geração dita tendências não apenas de consumo, mas também de valores, ética e estilo de vida, forçando marcas e varejistas a se adaptarem rapidamente.
Tendências de consumo da Geração Z no varejo de acessórios
1. Identidade e expressão pessoal acima de tudo
Ao contrário de gerações anteriores que consumiam para preencher necessidades funcionais, os jovens da Geração Z compram para expressar sua identidade, seu estilo e suas afinidades pessoais. Isso significa que acessórios — itens como bolsas, brincos, colares, pulseiras, charms e outros adornos — têm um papel muito mais profundo: são ferramentas de autoexpressão.
Vídeos virais em plataformas como TikTok e Instagram mostram que artigos personalizados ou customizados,b como bag charms que contam histórias ou referências culturais, viraram símbolos de individualidade.
Para marcas de acessórios, isso representa uma oportunidade única: não basta oferecer um produto; é necessário fornecer um meio de contar histórias pessoais através do acessório.
2. Valores e propósito influenciam decisões de compra
A Geração Z não compra apenas por preço ou aparência — eles buscam marcas com valores alinhados aos seus próprios. Temas como sustentabilidade, responsabilidade social e transparência estão no topo das prioridades.
Parte significativa dessa geração está disposta a pagar mais ou optar por marcas que demonstrem um propósito claro, especialmente no que diz respeito ao impacto ambiental ou às práticas sustentáveis de produção.
3. A jornada de compra não é linear — é omnichannel e social
Ao contrário do que muitos ainda acreditam, o comportamento de consumo da Geração Z não se restringe ao digital nem ao físico. Eles transitam com naturalidade entre canais, combinando pesquisa online, inspiração em redes sociais e compra em loja física ou digital.
Dados da PwC mostram que 61% dessa geração prefere descobrir novos produtos em lojas físicas, mesmo que grande parte da jornada comece no digital.
Esse comportamento implica que o varejo de acessórios precisa ser omnichannel: presença digital forte (especialmente em redes sociais e canais de social commerce), integração fluida entre canais e uma experiência de compra que se adapte à preferência individual de cada consumidor.
Além disso, o social commerce — compras diretamente por plataformas sociais — já é realidade para a Geração Z: estudos da The Goat Agendcy mostram que uma grande parcela desses consumidores faz pelo menos uma compra por mês via redes sociais.
4. O equilíbrio entre autenticidade e custo-benefício
Embora muitos jovens valorizem propósito e identidade, isso não exclui questões práticas como preço e valor percebido. Dados da Euromonitor indicam que cerca de 35% dos consumidores da Geração Z procuram ofertas de baixo custo, enquanto 39% priorizam o bom custo-benefício.
Ou seja, para essa geração, a decisão de compra envolve um equilíbrio entre identificação com a marca e percepção de valor — um item pode ser desejado por seu estilo ou significado, mas o preço ainda é um fator decisivo.
Para o varejo de acessórios, essa dualidade significa que é preciso oferecer produtos que combinem estilo, autenticidade e preço justo.
5. Comunidade e pertencimento moldam preferências
Ao contrário de gerações anteriores, que buscavam referência principalmente em meios tradicionais de comunicação, a Geração Z encontra significado em comunidades digitais e coletivos sociais. Tendências nascidas em plataformas como TikTok ou Pinterest rapidamente se traduzem em movimentos de consumo reais.
Isso reforça um ponto importante: marcas que conseguem criar comunidades ou criar diálogos significativos com seus consumidores têm uma vantagem competitiva para se tornar parte natural do repertório cultural desses jovens.
Para marcas de acessórios voltadas ao público teen, investir em conteúdo colaborativo, coleções inspiradas por grupos de fãs e campanhas que valorizem a opinião dos próprios consumidores pode gerar altos níveis de engajamento e fidelidade.
Entender essas tendências de consumo é essencial, mas traduzir isso em ações concretas no varejo é o diferencial que separa líderes de seguidores no mercado. Marcas que conseguem sintetizar identidade, propósito, experiência omnichannel e preço justo se posicionam naturalmente como favoritas da Geração Z.
A TODOMODA, por exemplo, opera exatamente nesse espaço: um mix de acessórios acessíveis, design atual e conexão com valores juvenis. Ao comunicar-se de maneira direta com esse público — por meio de conteúdo nas redes sociais, coleções que dialogam com tendências culturais e experiências de compra que cruzam o digital e o físico — a marca consegue criar laços emocionais e transacionais com jovens consumidores.
Esse tipo de abordagem é essencial diante de dados que mostram que os consumidores jovens não só compram produtos, mas buscam significados, pertencimento e histórias para contar com aquilo que adquirem.
Conforme a Geração Z amadurece e aumenta seu poder de compra, o varejo de acessórios precisa responder com estratégia, agilidade e empatia.
No final das contas, o que as teens querem vai muito além de um acessório bonito: elas querem produtos que façam sentido, que contem histórias e que as ajudem a se expressar no mundo que elas estão construindo.
Imagem: Envato
