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Pós-NRF do Ecossistema Goakira reúne curadoras para discutir tendências e aplicações da NRF 2026

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Pós-NRF Goakira

Na noite da última quarta-feira (28), o Ecossistema Goakira realizou a edição online do Pós-NRF, com a participação das curadoras da delegação Central do Varejo Bianca Murotani, sócia da GDesign, Patricia Cotti, sócia do Ecossistema Goakira, Julia Menin, supervisora de projetos na GDesign, e Graciane Santos, coordenadora de projetos na GDesign. O encontro reuniu profissionais do setor para a apresentação dos principais aprendizados obtidos durante a NRF 2026, realizada em Nova York.

Na abertura do evento, Bianca Murotani contextualizou o papel da NRF no setor varejista global e destacou a complexidade da programação. “A NRF é a maior feira de varejo do mundo. Hoje ela acontece em três países diferentes e reúne um volume muito grande de conteúdo, de palestras e de expositores acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou. Segundo a curadora, o desafio do evento está justamente em conseguir absorver e organizar esse volume de informações. “São quase 200 palestras simultâneas, além da feira e das visitas técnicas. Por isso a curadoria é tão importante”, explicou.


Patricia Cotti apresentou uma leitura do cenário econômico e do ambiente de negócios observados na NRF 2026, destacando que os debates refletem diretamente o momento vivido pelo varejo norte-americano. “A grande maioria das palestras é feita por varejistas americanos, então é fundamental entender como eles estão encarando o cenário econômico, porque isso aparece nos discursos do palco”, disse. De acordo com ela, o evento mostrou um mercado em busca de eficiência operacional, diante de um movimento de fechamento e redimensionamento de lojas. “Eles entenderam que tinham muitas lojas e muitas operações pouco eficientes. A inteligência artificial aparece como uma resposta direta a isso”, afirmou.

A curadora também destacou a presença recorrente da inteligência artificial ao longo da programação. “Das 199 palestras, 125 falaram diretamente de inteligência artificial. Mesmo nas que não tinham o tema no título, ele acabava aparecendo de alguma forma”, disse. Segundo Patricia, a principal diferença em relação a edições anteriores foi o foco na aplicação prática. “Este ano a gente já começou a ver como a inteligência artificial está sendo usada de fato nas operações, principalmente para previsão de demanda, eficiência e tomada de decisão”.


Na segunda parte do encontro, Julia Menin e Graciane Santos apresentaram como os conceitos discutidos no congresso da NRF se materializam nos pontos de venda físicos. Julia destacou que o papel da loja vem sendo ressignificado. “O varejo físico não vai deixar de existir, ele está se adaptando. A loja deixa de ser só um ponto de transação para virar um espaço de relacionamento”, afirmou. Segundo ela, os projetos analisados mostram uma mudança de foco da demografia para a identidade do consumidor. “Hoje a gente fala muito mais de estilo de vida, de causa e de pertencimento do que apenas de faixa etária ou região”, explicou.

Graciane Santos destacou que o atendimento humano ganhou centralidade nos espaços físicos observados em Nova York. “Em um mundo cada vez mais automatizado, o humano passa a ser um luxo. O cliente quer ser visto, ouvido e acolhido”, afirmou. Para ela, a arquitetura das lojas precisa responder a esse comportamento. “Não é só uma loja bonita. Ela precisa ser viável, replicável e, ao mesmo tempo, capaz de criar conexão com o cliente”, disse.

As curadoras também ressaltaram a importância da experiência sensorial no ponto de venda. “As pessoas estão cansadas de telas e buscam se reconectar com os sentidos. O espaço físico precisa provocar o toque, o cheiro, o som e a permanência”, afirmou Graciane. Julia complementou dizendo que “as lojas deixam de ser vitrines e passam a ser lugares de memória, onde a experiência vem antes da compra”.

Ecossistema Goakira


Durante a apresentação, foram citados exemplos de lojas visitadas pela delegação, como Tecovas, Printemps, Nespresso, Heytea, LEGO e Tomorrowland Store. Segundo as especialistas, esses espaços funcionam como plataformas de experimentação, comunidade e construção de marca. “Em muitos casos, a experiência vem antes da transação financeira”, afirmou Julia Menin.

O Pós-NRF foi encerrado com a indicação de que os conteúdos apresentados fazem parte de uma curadoria mais ampla realizada pela Central do Varejo, com materiais disponíveis no portal e em outros formatos. “A ideia é traduzir o que foi visto na NRF para a realidade do varejo brasileiro, entendendo o que é aplicável e como adaptar”, concluiu Patricia Cotti. Você pode conferir a cobertura da NRF 2026 da Central do Varejo clicando aqui.

A programação de eventos Pós-NRF da Central do Varejo e do Ecossistema Goakira continua. Na próxima quarta-feira (4), a partir das 8h, o Pós-NRF será realizado presencialmente na sede do Ecossistema Goakira, em Ribeirão Preto, com apoio da JET. O encontro reunirá especialistas para discutir tendências, estratégias e impactos práticos da NRF 2026 para o varejo regional e nacional. Clique no link e inscreva-se para o evento presencial em Ribeirão Preto.

Na quinta, dia 5, às 18h30, acontece mais um encontro presencial e gratuito em Ribeirão Preto, no qual especialistas da Goakira e da ACIRP vão abordar as aplicações práticas da NRF 2026 para os negócios, conectando tendências globais à realidade das empresas brasileiras. Clique no link e confirme sua presença no Pós-NRF com Goakira e ACIRP.

Além das edições em Ribeirão Preto, a agenda inclui dois eventos em São Paulo: um no Auditório Santander, no dia 10/02, e outro no Auditório TOTVS, no dia 12/02. A participação é gratuita e as vagas são limitadas.

Imagens: Central do Varejo

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