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Como humanização move R$ 50 bi na Venda Direta brasileira

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Mulher dona de pequena empresa embalando produto; pós-venda; prospecção

Em tempos de experiências de compra impessoais, a Venda Direta se destaca por manter o relacionamento humano no centro da estratégia, baseado em atenção, confiança e proximidade. Em 2024, o setor movimentou aproximadamente R$50 bilhões no Brasil, registrando crescimento de 6,3%, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (ABEVD). Esse resultado é impulsionado por uma força de vendas de cerca de 3 milhões de empreendedores que atuam em um modelo que combina tecnologia e proximidade.

O modelo figital, que une físico e digital, permite que esses distribuidores utilizem plataformas digitais para ampliar alcance, sem abrir mão da escuta ativa, orientação personalizada e acompanhamento próximo. Dados da ABEVD mostram que cerca de 80% dos empreendedores alegam que utilizam o WhatsApp para vendas e relacionamento com os clientes, complementando operações e pagamentos instantâneos.

Jordan Rizetto, vice-presidente de marketing da Herbalife para as Américas Central e do Sul, destaca que a tecnologia potencializa a relação de confiança construída no contato humano. “O modelo figital propõe o uso de ferramentas digitais para ampliar escala e eficiência, ao mesmo tempo em que o atendimento humano garante contexto, empatia e personalização, aumentando as chances de fidelização”, explica.

Na prática, o consumidor conta com aplicativos, redes sociais e plataformas de acompanhamento, mas sempre com o suporte de um empreendedor que conhece suas necessidades específicas. “As plataformas digitais permitem acompanhar preferências e histórico do cliente, tornando a recomendação mais precisa. Em vez de uma interação genérica, o cliente percebe um cuidado contínuo”, complementa Rizetto. Esse acompanhamento acontece muitas vezes por mensagens, videochamadas e interações nas redes sociais, canais que, quando utilizados, aproximam em vez de distanciar.

A experiência que gera confiança

Marina Guarniere de Lima, distribuidora autorizada da Royal Prestige no Mato Grosso, utiliza tanto o digital quanto o presencial em sua rotina. Nas redes sociais, compartilha receitas e mostra o uso dos produtos, criando conexão com seus clientes. Mas a experiência também acontece no contato direto. “Eu vou até a casa da pessoa, apresento os produtos na prática, ela experimenta e percebe os benefícios”, conta.

A distribuidora enfatiza que, independente do canal, a venda não acontece de forma impessoal ou automatizada. “O relacionamento nasce no diálogo, na escuta e no acompanhamento próximo. As redes sociais são pontes de conexão, não de transação”, explica.

Marina cita um caso que ilustra o impacto desse modelo: uma cliente que buscava atendimento mais personalizado após uma experiência frustrante. “Mesmo estando em outra cidade, fiz questão de realizar a pós-entrega pessoalmente. Esse acompanhamento gerou confiança e a cliente passou a me indicar para outras pessoas”, relata.

O diferencial consultivo

O relacionamento consultivo diferencia a Venda Direta de modelos puramente transacionais. Rizetto observa que o consumidor está cercado de opções, mas muitas vezes não sabe como escolher ou aplicar produtos à sua realidade. “O consumidor valoriza quem ajuda a filtrar, interpretar e aplicar conhecimento à sua realidade. A tecnologia facilita o acesso, mas é o vínculo que transforma informação em ação”, afirma.

É justamente nesse ponto que Marina identifica a principal diferença entre a Venda Direta e modelos puramente transacionais. Na Venda Direta, o cliente tem contato real com o produto e com quem vende, seja presencialmente, seja através de um acompanhamento digital próximo e constante. A decisão é baseada na vivência e na confiança construída”, explica. Essa abordagem torna a relação mais próxima e transparente, reduzindo incertezas e aumentando a confiança na compra.

Para Rizetto, a consistência dessa abordagem gera fidelização. “O modelo figital permite acesso rápido a conteúdos e produtos, mas o cliente conta com um ponto de contato humano que conhece sua jornada. A fidelização acontece porque ele não se sente apenas atendido, mas acompanhado”.

O executivo também reforça o papel das empresas nesse processo: “Investir em educação digital, ferramentas de gestão e boas práticas de atendimento é fundamental para que o distribuidor atue com ética e foco no cliente. Isso fortalece todo o ecossistema da Venda Direta”.

Imagem: Envato

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