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Shake Shack vai abrir ao menos 40 lojas no Brasil até 2036 com a BOLD, dona do Outback

Rede americana de hamburguerias terá a primeira unidade em São Paulo no primeiro semestre de 2027, em contrato de master-franquia com a holding de Outback, Abbraccio e Aussie

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A rede americana Shake Shack vai entrar no Brasil em parceria com a BOLD, holding dona do Outback, do Abbraccio e do Aussie no país. A BOLD será master-franqueada, ou seja, investirá na abertura e cuidará da operação das lojas, e o contrato prevê pelo menos 40 unidades até 2036, informou o Brazil Journal em reportagem exclusiva divulgada nesta quarta-feira (7).

A primeira loja deve abrir em São Paulo no primeiro semestre de 2027, em endereço ainda não definido. O CEO da BOLD, Pierre Berenstein, disse ao veículo que vê espaço para “centenas de lojas” no país nos próximos anos.

Shake Shack Brasil será comandada por Mauro Guardabassi

A operação terá como CEO Mauro Guardabassi, que negocia com a rede desde 2018, quando a BOLD ainda fazia parte da Bloomin’ Brands. A pandemia paralisou as conversas, retomadas no início de 2025, após a entrada da Vinci Partners como investidora.

A Shake Shack foi fundada por Danny Meyer, a partir de um carrinho de cachorro-quente no Madison Square Park, em Nova York. Hoje tem mais de 700 lojas em 20 países e, na América Latina, atua só no México e no Panamá.

A rede quer se posicionar como hamburgueria premium, competindo com marcas como Madero e Cabana Burger.

Segundo Carlos Eduardo Martins, da Vinci, responsável pelo investimento na BOLD, o mercado de hamburguerias movimenta quase R$ 40 bilhões e cresce de 5% a 7% ao ano.

A chegada faz parte da estratégia da Vinci de transformar a BOLD em uma house of brands. A empresa abriu 13 lojas em 2026, 12 do Outback e uma do Abbraccio, e espera faturar R$ 3,5 bilhões. A receita de janeiro a setembro cresceu 6%, com vendas em mesmas lojas 2,1% maiores e tráfego de clientes 1,8% superior.

Segundo a BOLD, pesquisa com 4 mil consumidores mostrou conhecimento espontâneo da marca comparável ao de redes presentes no país há décadas.

Com informações de Pedro Arbex para Brazil Journal.

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