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Amazon testa entregas em meia hora ou menos nos EUA

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A Amazon informou na segunda-feira (1) que está testando entregas de mantimentos e itens de uso doméstico em meia hora ou menos em partes de Seattle e Filadélfia. O serviço, chamado Amazon Now, custa cerca de 14 dólares por pedido ou cerca de 4 dólares para membros Prime. Pedidos abaixo de 15 dólares também têm uma taxa adicional de aproximadamente 2 dólares.

Para viabilizar a oferta, a empresa afirmou que instalou pequenos centros de distribuição voltados para eficiência “próximos de onde os clientes das áreas de Seattle e Filadélfia vivem e trabalham”.

A companhia fechou mais lojas do que abriu nos últimos anos. A Amazon encerrou toda a sua operação de lojas não alimentares, cerca de 70 unidades, e reduziu recentemente a estrutura do Amazon Fresh. Apesar disso, a expansão e a aceleração das entregas podem compensar a redução física.

A empresa está ampliando a entrega para 4 mil comunidades rurais e expandindo o serviço de entrega no mesmo dia para mais cidades dos Estados Unidos. A Amazon projeta estabelecer um novo recorde de velocidade de entrega para membros Prime, impulsionada por uma estratégia de posicionamento de inventário que diminui distâncias percorridas e reduz etapas de manuseio durante o processamento e o transporte.

Com aproximadamente 535 lojas Whole Foods Market e 60 lojas Amazon Fresh, o parque físico da Amazon é menor do que o do Walmart, que possui mais de 5 mil unidades nos EUA, e do Target, com quase 2 mil. Segundo analistas do Bank of America liderados por Justin Post, a operação de entrega da Amazon, porém, está cada vez mais competitiva e disputa espaço com serviços como Instacart e DoorDash.

“Embora esta oferta esteja em fase inicial de testes, acreditamos que o Amazon Now é potencialmente um passo importante para que a Amazon iguale ou até supere o benefício de imediatidade da compra em loja”, afirmou Post em nota a clientes na terça-feira.

O cenário também se alinha à visão do CEO Andy Jassy. Em teleconferência de resultados em outubro, Jassy afirmou que haverá um momento (acelerado pela IA) em que as vendas físicas deixarão de dominar o varejo.

O Amazon Now também pode fortalecer o apelo do Prime e impulsionar a receita publicitária na plataforma, segundo o Bank of America.

O crescimento das receitas de serviços, incluindo publicidade, vem superando o avanço da operação de varejo da Amazon nos últimos anos. No terceiro trimestre, as vendas de serviços para vendedores cresceram 12% ano a ano, para 42,5 bilhões de dólares; publicidade avançou 24%, para 17,7 bilhões; e assinaturas subiram 11%, para 12,6 bilhões. As vendas das lojas online aumentaram 10%, para 67,4 bilhões, enquanto as lojas físicas registraram alta de 7%, para 5,6 bilhões.

No curto prazo, o Amazon Now deve operar com margens baixas ou negativas, segundo os analistas. No entanto, devido à escala do teste, isso não deve afetar a lucratividade geral da companhia. As margens, impulsionadas pelo posicionamento de inventário, uso de robótica e crescimento moderado de pessoal, devem se expandir no próximo ano, afirmaram.

Imagem e informações: Daphne Howland para Retail Dive
Tradução livre: Central do Varejo

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