Economia

Americanas entra com pedido de fim da recuperação judicial após venda da Puket e Imaginarium

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Lojas Americanas

A Americanas informou que protocolou pedido de encerramento do processo de recuperação judicial, ao mesmo tempo em que anunciou a venda da Uni.Co, empresa responsável pelas marcas Imaginarium e Puket. As movimentações fazem parte da estratégia de reestruturação da companhia, que busca consolidar sua recuperação operacional após a crise enfrentada nos últimos anos.

A venda da Uni.Co foi acertada com a BandUP! pelo valor de R$ 152,9 milhões, conforme comunicado ao mercado. A alienação de ativos integra o processo de reorganização do portfólio da varejista, com foco na simplificação das operações e priorização de áreas consideradas estratégicas.

No campo financeiro, a Americanas registrou prejuízo de R$ 44 milhões no quarto trimestre de 2025, resultado que representa uma redução de 92,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A melhora foi atribuída principalmente à redução de custos e à reformulação do modelo de negócios. No mesmo intervalo, o EBITDA ajustado alcançou R$ 276 milhões, com leve alta de 1,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia no trimestre foi de R$ 3,6 bilhões, queda de 3,8% em relação ao ano anterior. Já o volume bruto de mercadorias (GMV) totalizou R$ 5,1 bilhões, recuo de 5,6%. O desempenho foi impactado pela retração do canal digital, que caiu 68,9%, somando R$ 261 milhões. Em contrapartida, as lojas físicas registraram crescimento de 6,4%, alcançando R$ 4,8 bilhões.

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A estratégia da empresa tem priorizado o varejo físico, que concentra a maior parte das vendas. Atualmente, a Americanas opera cerca de 1.500 lojas no país e atende aproximadamente 50 milhões de consumidores por mês. Dentro desse modelo, o canal digital passou a desempenhar papel complementar, com iniciativas como retirada de produtos nas lojas e uso das unidades como centros de distribuição.

Segundo a companhia, a reformulação do digital incluiu a integração com as operações físicas, deixando de atuar como um e-commerce independente. A mudança busca aumentar a eficiência logística e melhorar a experiência do consumidor.

A redução de despesas também foi um fator relevante para a melhora dos resultados. As despesas gerais e administrativas somaram R$ 902 milhões no quarto trimestre, queda de 30,7% na comparação anual. No acumulado de 2025, essas despesas atingiram R$ 3,3 bilhões, recuo de 18,1%.

No consolidado de 2025, a Americanas registrou prejuízo de R$ 271 milhões, revertendo o lucro de R$ 8,3 bilhões obtido em 2024. O resultado do ano anterior, no entanto, foi influenciado por efeitos extraordinários relacionados à reestruturação da dívida. Desconsiderando esses fatores, a empresa apurou lucro de R$ 98 milhões nas operações continuadas, indicando melhora na operação.

A receita líquida anual foi de R$ 12,3 bilhões, com leve queda de 1,2%, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 11,6%, totalizando R$ 1,1 bilhão. De acordo com a companhia, os resultados refletem o avanço das medidas de eficiência implementadas ao longo do processo de reestruturação.

Para 2026, a Americanas pretende manter o foco na execução da estratégia atual, com ênfase na eficiência operacional e na monetização da base de clientes. Datas sazonais, como a Páscoa, são apontadas como oportunidades para impulsionar vendas dentro do novo modelo.

A empresa também destaca a reconstrução das relações com consumidores, fornecedores e parceiros como parte do processo de retomada. O pedido de encerramento da recuperação judicial representa, segundo a companhia, um passo relevante para retomar a agenda de crescimento, após a reorganização financeira e operacional.

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*Com informações de Mercado & Consumo e Estadão Conteúdo

Imagem: Divulgação

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