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Assistente de IA da Pitz combina automação de processos e inovação

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Assistente de IA da Pitz

Ferramentas de inteligência artificial começam a chegar a um setor que historicamente operou com baixo nível de digitalização: o de reparos automotivos. Plataformas capazes de consultar dados técnicos, sugerir diagnósticos e automatizar tarefas administrativas estão sendo incorporadas gradualmente às rotinas de oficinas mecânicas. Nesse cenário, a empresa de tecnologia automotiva Pitz anunciou o lançamento do João, um assistente de voz baseado em inteligência artificial desenvolvido para apoiar mecânicos na gestão de oficinas.

A ferramenta foi projetada para funcionar como uma interface conversacional que permite consultar informações sobre veículos, acompanhar indicadores operacionais e acessar dados administrativos da oficina. A interação ocorre por voz ou por mensagens escritas, utilizando tecnologias de reconhecimento e síntese de fala combinadas a modelos de linguagem capazes de interpretar as solicitações do usuário.

A adoção de tecnologias de inteligência artificial nas empresas tem se expandido rapidamente nos últimos anos. Segundo o relatório “The State of AI – 2025”, publicado pela McKinsey & Company, cerca de 78% das pequenas e médias empresas já utilizam algum tipo de inteligência artificial em pelo menos uma função de negócio. A tendência vem se intensificando desde 2023 e começa a atingir setores tradicionalmente menos digitalizados, como o de manutenção automotiva.

De acordo com dados da própria plataforma, oficinas que adotaram o sistema de gestão da empresa no México registraram aumento de até 30% no faturamento. A empresa atribui o resultado a ganhos de eficiência operacional e melhor utilização da capacidade produtiva. Ainda segundo a companhia, a automação de processos administrativos permitiu recuperar até 500 horas mensais de produtividade em algumas oficinas, reduzindo o tempo dedicado a tarefas manuais.

O assistente João foi desenvolvido para acessar informações do veículo a partir da placa ou do número de identificação conhecido como VIN (Vehicle Identification Number). A partir desses dados, o sistema pode consultar registros técnicos, sugerir possíveis diagnósticos com base na descrição de problemas e fornecer informações relacionadas ao histórico de reparos.

Além disso, o assistente permite verificar métricas da oficina, acompanhar níveis de estoque de peças, consultar preços disponíveis em marketplaces e acessar informações sobre ordens de serviço. O sistema também está conectado à base de dados da plataforma de gestão, que reúne registros de clientes, veículos e serviços realizados. A plataforma também está conectada aos sistemas centrais utilizados pelas oficinas para controle administrativo. Com isso, o assistente consegue acessar dados de faturamento, histórico de clientes, estoque de peças e andamento de serviços em tempo real. Em atualizações futuras, a empresa pretende ampliar as funções da ferramenta para permitir tarefas automatizadas, como envio de lembretes de orçamento e faturamento para clientes ou solicitação automática de peças necessárias para um serviço.

Para a CEO da empresa, Natalia Salcedo, o objetivo do projeto é aproximar o uso da inteligência artificial da rotina prática das oficinas mecânicas. Segundo ela, o setor automotivo reúne grande quantidade de informações técnicas, frequentemente distribuídas entre manuais, catálogos e sistemas distintos. Segundo o diretor de tecnologia da empresa, Daniel Kohn, o sistema utiliza uma base de conhecimento estruturada que reúne manuais de fabricantes, catálogos de peças automotivas e históricos de reparos. A tecnologia também incorpora um sistema de recuperação de informações conhecido como RAG (retrieval-augmented generation), que permite consultar documentos técnicos e fornecer respostas baseadas em fontes específicas.

Segundo a empresa, o assistente foi projetado com comandos simples e fluxos inspirados nas rotinas reais das oficinas, com o objetivo de facilitar o uso por profissionais que nem sempre têm familiaridade com softwares de gestão complexos.

Imagem: Divulgação

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