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Como os varejistas podem engajar com sucesso o crescente mercado da Geração Z

Globalmente, espera-se que os consumidores da Geração Z tenham um gasto total de US$ 12 trilhões até 2030.

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Os varejistas devem prestar muita atenção aos comportamentos de compra da Geração Z hoje, pois essa demografia está no caminho de se tornar o maior segmento de clientes até o final da década.

De acordo com Ngu Heng Sing, chefe de Consumo e Varejo da KPMG na Malásia, a Geração Z representa 25% da população global; e em 2030, espera-se que tenham um gasto total de US$ 12 trilhões.

Preferências de compras híbridas

Um estudo realizado com a GSY, que pesquisou 7.000 consumidores em 14 países, revelou que 27% preferem lojas físicas, 24% preferem compras online e uma significativa parcela de 49% prefere ambos.

A Malásia reflete essa estatística, com quase metade ou 49% dos compradores preferindo a abordagem híbrida de combinar compras online e em loja.

“Isso destaca a importância para os varejistas hoje de não apenas ter a experiência física, mas também a experiência online para atender melhor a todos os segmentos do mercado”, disse Heng Sing no Retail Asia Forum realizado recentemente em Kuala Lumpur.

As principais prioridades para as plataformas de e-commerce são preço, escolha, proporções e entrega. Notavelmente, os consumidores da Geração Z dão maior prioridade à escolha do que ao preço.

Shopee e Lazada dominam o cenário do e-commerce no país, capturando aproximadamente 60% do mercado. Facebook Marketplace e Instagram seguem com cerca de 6%, enquanto outras plataformas, incluindo Taobao e TikTok, compõem 18,9% da participação de mercado.

As principais compras online no país incluem roupas, acessórios de moda, produtos de beleza e cuidados pessoais, e eletrônicos, com gastos médios que variam de US$ 30 bilhões a US$ 279 bilhões para eletrônicos.

Domínio das plataformas de e-commerce

Comparativamente, as preferências de compras online na região Ásia-Pacífico são maiores, com a Indonésia liderando com 59%, seguida pela China com 40% e pelo Vietnã e Hong Kong com 36%.

A Malásia se destaca na popularidade das plataformas de e-commerce, mas mostra maior sensibilidade ao preço em comparação com outros países da Ásia-Pacífico, impulsionada por promoções competitivas de vouchers.

As preferências regionais de plataformas de e-commerce também variam, com Lazada, Shopee e Facebook Marketplace sendo proeminentes na Ásia, enquanto o Instagram é notavelmente popular na Malásia. Em países fora do Sudeste Asiático, plataformas como Tokopedia, Amazon e eBay são prevalentes.

As principais categorias de compras online na Malásia e em outros países do Sudeste Asiático alinham-se com as observadas globalmente, incluindo moda e acessórios de vestuário, produtos de beleza e eletrônicos.

No entanto, em países como China, Taiwan, Japão e Coreia, mantimentos e itens domésticos lideram a lista de compras online.

Avanços tecnológicos

“Podemos ver e ouvir que muitos varejistas hoje estão realmente investindo pesado em tecnologia, soluções de IA e cadeias de suprimentos otimizadas apenas para atender às demandas de uma base de clientes cada vez mais digitalmente experiente”, disse Heng Sing no fórum da Malásia.

Ela citou como exemplos o artista virtual da Sephora, as experiências inovadoras nas lojas da IKEA e a tecnologia de compras sem caixa da Amazon.

No entanto, Heng Sing observou que os consumidores estão preocupados com a privacidade dos dados, o uso ético da IA e a falta de interação humana.

Os pagamentos digitais também estão ganhando destaque, com as carteiras eletrônicas se tornando mais populares no Sudeste Asiático, enquanto os cartões de crédito permanecem dominantes em países como Austrália, Nova Zelândia e Japão.

Na Malásia, os varejistas já oferecem múltiplas opções de pagamento, com as carteiras eletrônicas ganhando popularidade. Até 2027, espera-se que as carteiras eletrônicas sejam o principal método de pagamento para compras físicas.

Os programas de fidelidade também estão evoluindo, recompensando os clientes por várias interações além das compras para aumentar a retenção e atrair novos clientes.

Imagem: Envato
Informações: Jaleen Ramos para Retail Asia
Tradução livre: Central do Varejo

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