Marketing
Copa 2026 retomará febre de álbuns de figurinhas, segundo pesquisa
A proximidade da Copa 2026, prevista para os meses de junho e julho, deve impulsionar novamente a demanda por álbuns de figurinhas no Brasil. O produto, tradicional em anos de competição, volta ao centro das atenções do varejo e do mercado de brinquedos, com expectativa de aumento nas vendas e maior engajamento do público.
Na edição anterior, em 2022, os álbuns e figurinhas representaram 12% do faturamento do setor de brinquedos no país, segundo dados da Circana. De acordo com o levantamento, um dos principais fatores por trás desse desempenho é o caráter social do produto. A dinâmica de colecionar, trocar e compartilhar figurinhas estimula a interação entre consumidores de diferentes faixas etárias.
Para a diretora-executiva da Circana, Célia Bastos, o consumo vai além do uso individual: “Mais do que brincar, o consumidor quer colecionar, trocar, exibir e compartilhar; assim, o produto passa a ocupar um papel também social e de identidade”, afirma.
A nova edição do álbum traz mudanças estruturais que podem ampliar ainda mais o potencial de engajamento. Com a participação ampliada para 48 seleções, o número total de figurinhas chega a 980, sendo 68 consideradas especiais. A ampliação do conteúdo tende a estimular a recorrência de compra, já que o preenchimento completo do álbum exige maior volume de aquisições ao longo do período.
Outro fator relevante é a lógica de consumo associada ao colecionismo. Segundo a pesquisa, o comportamento do consumidor nesse segmento está ligado à ideia de completar a coleção, o que transforma a compra em um processo contínuo: “Não é sobre ter um, mas sobre completar uma coleção. Isso transforma o consumo em uma jornada contínua de descoberta, troca e engajamento”, explica Célia Bastos.
O contexto global também reforça o crescimento da categoria. Dados da Circana indicam que, em 2025, os colecionáveis avançaram 32% e passaram a representar 19% das vendas no mercado global de brinquedos. O resultado evidencia uma tendência mais ampla de valorização de produtos que combinam entretenimento, interação social e experiência de consumo.
O impacto do álbum da Copa 2026
O lançamento do álbum oficial é conduzido pela Panini, responsável pela produção do produto em edições anteriores da Copa do Mundo. Para o CEO da empresa, Raul Vallecillo, o apelo do álbum está na combinação entre tradição e inovação.
“Acreditamos que esse álbum seja único justamente por misturar essa nostalgia com os colecionadores mais antigos, enquanto traz novidades para conquistar as novas gerações, além de ser parte inseparável do maior campeonato do futebol mundial”, afirma o executivo.
No Brasil, a expectativa é que o álbum da Copa volte a desempenhar papel relevante no varejo, especialmente em períodos próximos ao início da competição. A dinâmica de compra tende a se intensificar à medida que o torneio se aproxima, impulsionada tanto pelo interesse esportivo quanto pelo engajamento social associado ao produto.
Além disso, o movimento pode beneficiar diferentes canais de venda, incluindo bancas, lojas especializadas e grandes redes varejistas. A circulação de consumidores em busca de figurinhas e a prática de trocas em espaços físicos e digitais ampliam o impacto do produto no mercado.

Imagem: Divulgação
*Com informações de Mercado & Consumo
