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Empresas redesenham operações para enfrentar crises recorrentes, aponta análise da GDR

Relatório destaca mudança de foco da eficiência para resiliência diante de instabilidade econômica, climática e geopolítica

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A necessidade de adaptação a cenários de instabilidade tem levado empresas a reestruturar operações e cadeias de suprimentos, segundo análise da consultoria britânica GDR. O estudo indica que crises deixaram de ser eventos pontuais e passaram a fazer parte do ambiente contínuo de negócios.

De acordo com a análise, fatores como mudanças climáticas, conflitos geopolíticos e instabilidade econômica tornaram a resiliência um elemento central na estratégia corporativa. Nesse contexto, empresas vêm substituindo modelos reativos por abordagens voltadas à adaptação contínua.

“O questionamento deixou de ser se algo vai dar errado e passou a ser quando e como as empresas vão responder”, aponta o relatório.

Entre as principais frentes estratégicas identificadas estão a revisão das cadeias de suprimentos, com diversificação de fornecedores; a incorporação de soluções voltadas à resiliência climática em infraestrutura e logística; e o desenvolvimento de produtos e serviços voltados à preparação de consumidores para cenários de crise.

A mudança também envolve uma revisão de prioridades. Segundo a GDR, a eficiência operacional, historicamente central nas decisões empresariais, passa a dividir espaço com a necessidade de estabilidade no longo prazo.

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O relatório destaca exemplos de adaptação em diferentes setores. Um deles é o banco turco Isbank, que desenvolveu uma agência flutuante capaz de operar normalmente e, em situações de emergência, funcionar como abrigo com estrutura médica e de apoio.

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No varejo, a rede japonesa Lawson passou a equipar lojas com cozinhas internas que permitem a produção de alimentos em caso de interrupção das cadeias logísticas, transformando pontos de venda também em unidades de produção.

A análise também aponta mudanças no comportamento do consumidor. Há crescimento na demanda por soluções voltadas à preparação para emergências, como kits de alimentos de longa duração comercializados por varejistas.

No campo da tecnologia, surgem alternativas para garantir comunicação em cenários de falha de infraestrutura. Um exemplo é o aplicativo Bitchat, desenvolvido por Jack Dorsey, que permite troca de mensagens via Bluetooth, sem necessidade de conexão com internet ou redes móveis.

A utilização de dados também tem sido aplicada de forma preditiva. O projeto GroundSource, do Google, utiliza informações não estruturadas para antecipar eventos como enchentes urbanas, com capacidade de previsão de até 24 horas.

Apesar dos avanços, a GDR aponta que a construção de resiliência envolve custos adicionais, como redundância de sistemas e maior capacidade operacional. Ainda assim, o relatório indica que esse investimento tende a se tornar parte estrutural das operações diante do aumento da frequência de crises.

Imagens e informações: GDRUK
Tradução e adaptação: Central do Varejo

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