Economia

Indústria brasileira tem quinto mês seguido sem crescimento

Publicado

on

Indústria de produção de máquinas

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, divulgada nesta quarta-feira, 2, a indústria brasileira teve variação de -0,1% em fevereiro, o que resulta no quinto mês consecutivo sem crescimento. Na comparação anual, porém, a indústria obteve 1,5% de crescimento no mês. Considerando o acumulado anual, o resultado até fevereiro é de 1,4%, e, no acumulado de 12 meses, de 2,6%.

“Essa perda de dinamismo da indústria tem relação com a redução dos níveis de confiança das famílias e dos empresários, explicada, em grande parte, pelo aperto na política monetária (com o aumento das taxas de juros a partir de setembro de 2024), a depreciação cambial (pressionando os custos de produção) e a alta da inflação (especialmente a de alimentos, o que impacta na renda disponível das famílias)”, afirma André Macedo, gerente da pesquisa (Via IBGE).

Entre as áreas da indústria brasileira, o pior resultado veio de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), interrompendo dois meses de expansão do setor. “A queda da indústria farmacêutica pode ser explicada pela própria volatilidade de resultados, que é uma característica do setor, pelo menor número de dias trabalhados, por conta da concessão de férias coletivas em algumas plantas industriais, e por uma base de comparação mais elevada, devido aos avanços registrados em janeiro de 2025 (4,5%) e dezembro de 2024 (2,5%), com ganho acumulado de 7,1% nesse período”, explica Macedo (Via IBGE).

Outras atividades que tiveram baixa em fevereiro foram máquinas e equipamentos (-2,7%), produtos de madeira (-8,6%), produtos diversos (-5,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%) e móveis (-2,1%).

Do lado das altas, indústrias extrativas (2,7%) e produtos alimentícios (1,7%) tiveram os maiores impactos positivos, seguidos por produtos químicos (2,1%), celulose, papel e produtos de papel (1,8%), produtos de borracha e de material plástico (1,2%) e outros equipamentos de transporte (2,2%).

Imagem: Freepik

Continue Reading
Comente aqui

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *