Franchising
Mercado de franquias supera R$ 300 bilhões em 2025 e mantém trajetória de crescimento
O mercado de franquias no Brasil encerrou 2025 com faturamento recorde de R$ 301,7 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising. O resultado representa uma alta nominal de 10,5% em relação ao ano anterior e supera as projeções iniciais da entidade, que estimavam crescimento entre 8% e 10%.
O desempenho reforça o papel do franchising como um dos principais vetores da atividade econômica no país. Atualmente, o setor reúne mais de 200 mil unidades em operação e está presente em cerca de 80% dos municípios brasileiros, contribuindo para a geração de renda e a expansão de negócios em diferentes regiões.
Além do faturamento, o setor também mantém relevância na geração de empregos formais. Em 2025, as redes de franquias empregaram cerca de 1,76 milhão de trabalhadores, o que representa um crescimento de 2,5% em comparação com 2024. O franchising segue sendo uma das portas de entrada no mercado de trabalho, especialmente para jovens em busca do primeiro emprego.
Expansão de unidades e maturidade do setor
O avanço do mercado também se refletiu na expansão das operações. O número total de unidades chegou a 202.444 franquias em funcionamento, com a abertura líquida de 4.735 novos pontos ao longo do ano. Ao todo, o setor reúne 3.297 redes, número que permaneceu estável em relação ao ano anterior, indicando um movimento de consolidação.
A taxa de abertura de novas operações foi de 18%, levemente superior à registrada em 2024. Já o índice de encerramentos ficou em 7,4%, resultando em um saldo positivo de 10,6%. Apesar de ligeiramente inferior ao observado no período anterior, o indicador ainda aponta crescimento consistente do setor.
Outro dado relevante é o aumento no repasse de unidades, que alcançou 4% em 2025. O movimento indica maior dinamismo no mercado e reforça a circulação de ativos dentro do próprio sistema de franquias.

Desempenho por segmentos
Todos os segmentos analisados pela Associação Brasileira de Franchising registraram crescimento em 2025. Entre os destaques, o setor de Limpeza e Conservação apresentou a maior alta, com avanço de 16,8%, impulsionado pela ampliação de serviços terceirizados e pela demanda por soluções de autosserviço.
Na sequência, o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar cresceu 14,6%, refletindo fatores como expansão de unidades, lançamentos de produtos e aumento do ticket médio. Já Alimentação – Comércio e Distribuição avançou 12,9%, apoiado na abertura de novas operações, parcerias com a indústria e maior volume de transações, incluindo canais digitais.
Outros segmentos também apresentaram desempenho positivo, como Alimentação – Food Service (10,8%), Entretenimento e Lazer (10,5%) e Hotelaria e Turismo (10,3%). O crescimento generalizado indica uma recuperação consistente da demanda e maior adaptação das redes às mudanças no comportamento do consumidor.
Fatores que impulsionaram o crescimento
O resultado do setor em 2025 foi influenciado por uma combinação de fatores. Entre eles, destacam-se a revisão constante do mix de produtos e serviços, o aumento do valor agregado das vendas e a busca por conveniência por parte dos consumidores.
A aceleração registrada no quarto trimestre foi decisiva para o desempenho anual. No período, o faturamento atingiu R$ 89,3 bilhões, com crescimento de 10,1% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Datas sazonais, maior confiança do consumidor e ganhos de eficiência operacional contribuíram para esse avanço.
Além disso, o modelo de franquias segue atraindo empreendedores pela estrutura de suporte oferecida pelas redes, o que tende a reduzir riscos em comparação com negócios independentes.

Projeções para 2026 no mercado de franquias
As perspectivas para 2026 indicam continuidade do crescimento, ainda que em ritmo moderado. A Associação Brasileira de Franchising projeta expansão do faturamento entre 8% e 10%, acompanhando um cenário de acomodação da atividade econômica.
A expectativa também inclui crescimento de 2% a 4% no número de redes e de 1% a 3% nas operações e empregos diretos. Esses números consideram fatores como possível redução de juros e inflação, além da manutenção do mercado de trabalho aquecido.
O setor deve continuar atraindo novos investidores, impulsionado pela demanda por modelos de negócio estruturados e pela capacidade de adaptação às transformações no consumo.

