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Moda lidera o e-commerce brasileiro em 2025 com alta de 35% nas vendas

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Burberry; luxo; moda

O setor de moda mantém a liderança no comércio eletrônico brasileiro em 2025, com crescimento de 35% nas vendas em relação ao ano anterior, segundo dados da pesquisa NuvemCommerce. As lojas virtuais da categoria faturaram R$ 2,9 bilhões no período e comercializaram mais de 10 milhões de produtos, alta de 28%.

De acordo com projeção da Statista, o segmento deve alcançar US$ 8,47 bilhões em receita em 2025, com crescimento médio anual de 11,56% até 2029. No cenário global, a categoria reúne 118,5 milhões de consumidores.

No Brasil, além do desempenho em vendas, o setor se destaca pelo perfil de seus empreendedores. Entre as lideranças das lojas virtuais de moda, 66% são mulheres. A maioria atua sozinha: 59% operam no modelo de “equipe de uma pessoa”. O segmento também apresenta diversidade racial superior à média, com 38% dos gestores se declarando pardos ou pretos. Mais da metade, 52%, têm entre 18 e 34 anos, e 65% possuem ensino superior completo.

“Os resultados do setor de moda apresentados na pesquisa reforçam que a moda, hoje, é um laboratório de comportamento, tecnologia e relacionamento com o consumidor. E isso exige dos empreendedores muito mais do que apenas um bom produto, ainda mais no modelo D2C (Direct to Consumer)”, afirma Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop.

Instagram concentra estratégias

O Instagram é utilizado de forma orgânica por 97% das lojas de moda, o maior índice entre os setores do e-commerce. Anúncios pagos na plataforma são adotados por 70% dos lojistas, e 60% apontam as vendas diretas por meio de recursos como o Instagram Shopping como principal canal de atração de clientes.

Já o TikTok aparece como o terceiro principal canal de vendas, com 26% de preferência, índice próximo ao dos marketplaces tradicionais. A plataforma fica atrás apenas de WhatsApp e Instagram Shopping.

“Enquanto o consumidor entra em um marketplace com uma intenção clara de compra, no TikTok a decisão é construída a partir da exposição a conteúdos curtos, que apresentam peças em uso e estimulam a identificação com criadores e empreendedores. A dinâmica reforça o papel da descoberta como motor de conversão no segmento”, reforça.

WhatsApp e recursos tecnológicos

O uso de grupos fechados no WhatsApp também é mais frequente na moda. No mercado em geral, 36% das lojas utilizam esse formato. No setor, o índice é de 44%.

A adoção de vídeos de produtos alcança 32,3% das lojas de moda, enquanto 49,6% indicam a intenção de implementar o recurso no próximo ano. O objetivo é ampliar a visualização de características como tecido e caimento.

O provador virtual é utilizado por 8,5% das lojas, e 51,6% planejam implementar a solução até 2026. A tecnologia é apontada como alternativa para enfrentar desafios relacionados à conversão e às trocas e devoluções.

“Com a consolidação dessas ferramentas no D2C, o setor caminha para um modelo em que a tecnologia atua como mediadora da experiência sensorial, reduzindo incertezas e aproximando a compra digital da vivência física”, conclui.

Imagem: Freepik

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