Economia
Prévia da inflação de janeiro desacelera e fica em 0,20%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje pelo IBGE, foi de 0,20% em janeiro, com uma leve desaceleração em relação a dezembro do ano passado (0,25%). Os principais responsáveis por segurar a inflação para baixo foram as passagens aéreas e a conta de luz, enquanto os artigos de higiene pessoal exerceram a principal pressão para cima.
Com o resultado prévio do primeiro mês do ano, o IPCA-15 acumula 4,5% nos últimos 12 meses, acima dos 4,41% observados nos 12 meses exatamente anteriores, e teto máximo da meta do governo. Em comparação anual, janeiro de 2026 teve aceleração em relação a janeiro de 2025 (0,11%).
Entre os nove grupos analisados, apenas dois tiveram resultado no campo negativo, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%). Os demais ficaram no campo positivo, com maior resultado vindo de Saúde e cuidados pessoais (0,81%).
Neste último grupo, houve pressão principal vindo dos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,38% em relação à queda de 0,78% de dezembro, e o plano de saúde, com 0,49% de variação.
O grupo Transportes teve principal influência do item passagens aéreas (-8,92%) e ônibus urbano (-2,79%), com impacto da implementação de gratuidade nos domingos e feriados em Belo Horizonte (-18,26%). Por outro lado, cidades como Fortaleza (5,90%), Rio de Janeiro (2,13%) e Salvador (1,15%) tiveram variação positiva por reajustes no preço das passagens. Já os combustíveis subiram 1,25% na prévia da inflação de janeiro.
Já o grupo Habitação foi protagonista do principal impacto negativo na inflação no mês de janeiro, com redução de 2,91% no preço da energia elétrica residencial (impacto de -0,12 p.p). Isso aconteceu com a passagem da vigência da bandeira tarifária amarela, em dezembro, para a verde em janeiro, sem cobrança adicional para os consumidores. Com a bandeira amarela, é cobrado R$ 1,885 a mais a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos.
Em Alimentação e bebidas (0,31%), grupo com maior peso no índice, teve aceleração em relação a dezembro (0,13%). A alimentação no domicílio subiu 0,21%, interrompendo sete meses de queda nos preços. Os principais itens que ficaram mais caros foram o tomate (16,28%), a batata-inglesa (12,74%), as frutas (1,65%) e as carnes (1,32%). Do outro lado, longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) tiveram redução nos preços, segurando a inflação de janeiro.
Entre as regiões pesquisadas, a maior variação ocorreu em Recife (0,64%), e a menor em São Paulo (-0,04%).
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
