Economia
Varejo cresce 6% em fevereiro com alta no ticket médio
O varejo brasileiro registrou crescimento de 5,5% no faturamento em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com o Índice de Performance do Varejo (IPV), da HiPartners. O resultado vem principalmente com o aumento do ticket médio geral, em cerca de 6,4%.
Na análise por canal de vendas, o fluxo de visitação apresentou variações. As lojas localizadas em shopping centers registraram alta de 2,6% no fluxo, enquanto as lojas de rua tiveram estabilidade em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já o faturamento teve o comportamento, com queda de 1,22% nos shoppings e crescimento de 5,99% nas lojas de rua.
Quanto ao recorte regional de fluxo de lojas físicas, o Centro-Oeste apresentou aumento de 91,7%, seguido pelo Norte com alta de 46,6% e Sul com avanço de 9,3%. Em contrapartida, o Nordeste registrou leve queda de 0,8% e o Sudeste obteve retração de 10,0%. Em termos de faturamento, todas as regiões, com exceção do Nordeste (-2,68%), registraram crescimento: Sudeste (6,94%), Centro-Oeste (6,49%), Norte (5,07%) e Sul (2,50%).
Na análise por ticket médio, o Sudeste liderou o crescimento com avanço de 9,1%, seguido por Centro-Oeste (4,3%), Sul (3,0%) e Norte (0,9%), enquanto o Nordeste apresentou retração de 2,6%.
Entre os segmentos, os destaques positivos de faturamento ficaram com “Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo”, que cresceram 2,72%, e com “Outros artigos de uso pessoal e doméstico”, com alta de 1,35% na comparação anual.
“Fevereiro reforça uma mudança relevante no comportamento de consumo: o varejo cresce em faturamento, mas ainda sem recuperação consistente de fluxo. O consumidor está mais seletivo e concentrando o gasto em menos compras, o que eleva o ticket médio. Esse cenário aumenta a importância do uso de tecnologia no varejo, especialmente em dados, CRM e inteligência artificial, para personalizar ofertas, melhorar a conversão e extrair mais valor de cada visita. Mais do que atrair clientes, o desafio passa a ser entender melhor cada consumidor e ativar estratégias mais eficientes ao longo da jornada”, afirma Flávia Pini, sócia da HiPartners.
“Os dados de fevereiro mostram um faturamento crescendo, principalmente pelo ticket médio, enquanto o fluxo segue praticamente estável. Isso indica um consumidor mais seletivo e um varejo que depende menos de volume e mais de como se vende. Nem todos os canais acompanham esse movimento, e há diferenças relevantes entre regiões. Isso indica que o resultado depende menos de aumento de demanda e mais da qualidade da execução dentro da operação, o que exige uma gestão cada vez mais precisa para sustentar margem e evitar oscilações nos resultados”, afirma Henrique Carbonell, CEO da F360.
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