Operação
Walmart vai levar etiquetas digitais de prateleira a todas as lojas nos EUA até o fim de 2026
O Walmart anunciou na segunda-feira (2) que vai expandir o uso de etiquetas digitais de prateleira para todas as suas lojas nos Estados Unidos até o fim deste ano. A tecnologia já havia sido implementada em cerca de 2.300 unidades no país.
Segundo a empresa, o sistema permite atualizar preços de forma centralizada, reduzir erros e eliminar a necessidade de etiquetas de papel. As etiquetas digitais também são usadas para apoiar rotinas de reposição e separação de pedidos do e-commerce: por meio de um aplicativo móvel, funcionários podem acionar luzes de LED nas etiquetas correspondentes ao item e à prateleira, o que busca acelerar a localização de produtos durante o trabalho em loja.
O Walmart informou que, em cada loja, manterá o mesmo preço para todos os clientes, independentemente de demanda, horário do dia ou perfil de quem está comprando. A empresa também afirmou que as etiquetas operam em um sistema fechado, não interagem com consumidores e não coletam dados de clientes.
A iniciativa faz parte do plano de modernização das operações de abastecimento e de atendimento de pedidos. Após um piloto em um supercenter em Grapevine, no Texas, a companhia estabeleceu em 2024 a meta de instalar a tecnologia em 2.300 lojas até 2026. Em maio de 2025, o Walmart inaugurou, nos EUA, o primeiro supercenter classificado pela empresa como “Store of the Future”, que incluiu etiquetas digitais de prateleira, além de mudanças em áreas como serviços ópticos e posto de combustível.
Com a retirada das etiquetas de papel, a empresa afirmou que equipes de loja podem destinar tempo a outras atividades. O Walmart também disse que as alterações de preços serão revisadas e implementadas fora do horário de pico, com o objetivo de manter consistência ao longo do dia.
“Antes [das etiquetas digitais], isso significava caminhar pelos corredores trocando etiquetas de papel manualmente”, afirmou a empresa no anúncio. “Agora, os colaboradores gerenciam as mudanças de preço planejadas por meio de um sistema centralizado do Walmart, o que facilita manter os preços na prateleira precisos e alinhados ao que os clientes veem no caixa.”
O texto também cita iniciativas semelhantes em varejistas que atuam com separação de pedidos em loja. Em 2024, Aldi, Gelson’s e Hornbacher’s fizeram parceria com a Instacart para integrar um sistema do tipo “pick-to-light” ao software Carrot Tag, com luzes piscantes para ajudar trabalhadores a localizar itens mais rapidamente.
Além das etiquetas digitais, o Walmart informou que vem adotando outras ferramentas para aprimorar gestão de estoque, atendimento de pedidos e funções relacionadas à cadeia de suprimentos. Em declaração à Supply Chain Dive, Indira Uppuluri, vice-presidente sênior de tecnologia de supply chain do Walmart, disse que a empresa usa IA e automação para identificar e resolver problemas “em tempo real, sem exigir intervenção manual constante”.
A companhia também sinalizou continuidade nos investimentos em infraestrutura. No mês anterior ao anúncio, o presidente e CEO do Walmart, John Furner, afirmou em uma teleconferência de resultados que os investimentos em supply chain “provavelmente atingirão o pico neste ano e no próximo”. Dias depois, a área de aplicações de dados Walmart Data Ventures lançou o Scintilla In-Store, descrito no texto como um agregador de dados de loja voltado a representantes de campo de fornecedores.
Imagem: Divulgação
Informações: Tatiana Walk-Morris para Retail Dive
Tradução livre: Central do Varejo
