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45,4% dos produtos chegaram à Black Friday de 2025 sem desconto real, aponta pesquisa da Timelens
Monitoramento de 2.373 produtos e 809 mil observações de preços mostra que 21% ficaram mais caros, e consumidor passa a priorizar cashback e cupons
Entre 2.373 produtos monitorados na Black Friday de 2025, 45,4% não entregaram economia real ao consumidor, segundo pesquisa da Timelens, empresa de dados da FutureBrand São Paulo, com mais de 809 mil observações de preços em sites de comparação.
Do total, 21% dos produtos não mudaram de preço, 21% ficaram mais caros que nos dias normais e 3,4% tiveram falso desconto, quando o preço é inflado antes da data para simular uma queda.
Black Friday: 51% das reclamações nas redes citam maquiagem de preços
Só 16,1% das ofertas tiveram descontos acima de 15%. Linha branca e eletroportáteis tiveram quedas consistentes, enquanto mercado, farmácia, brinquedos, moda e acessórios passaram sem variações significativas.
Nas redes sociais, a maquiagem de valores e os falsos descontos concentram 51% das conversas críticas, seguidos pela frustração entre expectativa e realidade (39,2%) e pelo temor de golpes (25,6%), tema que cresce 6,9% ao ano há cinco anos.
Para Luara Canobre, diretora de Operações da Timelens, “o maior desafio do e-commerce brasileiro é a credibilidade”. Ela diz que o consumidor monitora o histórico de preços e combina cupom, cashback e parcelamento.
A data também se diluiu no calendário: as menções a “Black November” nas redes subiram 298,5%, as de “Black Week”, 105,3%, e as de “Black Friday”, 33,8%. O engajamento com datas promocionais dos marketplaces cresceu 19,2% em três anos.
As buscas por cashback e pontos crescem 8,3% ao ano, e as por cupons, 4,4%. A procura por frete grátis caiu 8,1% ao ano, o que a Timelens atribui à adoção do benefício como condição básica, e a de desconto direto recuou 3,2%.
Para Rafael Arty, diretor comercial, a queda indica migração para a curadoria de ofertas em comunidades no WhatsApp e no Telegram.
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Imagem: Magnific
