Economia
IPCA fica em 0,33% em dezembro, e finaliza o ano abaixo da meta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE ficou em 0,33% em dezembro, fechando o ano de 2025 com a inflação oficial do país abaixo da meta. No acumulado do ano passado, o IPCA ficou em 4,26%, abaixo do teto da meta estabelecido pelo governo (4,5%).
Em comparação com o mês anterior (0,18%), a inflação teve aceleração; porém, em comparação com dezembro de 2024 (0,52%), houve desaceleração. Dezembro de 2025 teve o menor resultado para o mês desde 2018 (0,15%).
De acordo com Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, “esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”.
Inflação de dezembro
Entre os nove grupos pesquisados, somente Habitação (-0,33%) teve deflação, todos os demais tiveram alta em dezembro. A maior variação e impacto (0,74% e 0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes, com pressão do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%).
Por outro lado, o grupo Habitação foi influenciado pela queda no preço da energia elétrica residencial (-2,41%). “Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo”, explica Fernando.
IPCA de 2025
O maior impacto (0,48 p.p.) para a inflação do ano veio da energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no período. O gerente da pesquisa aponta que o item passou por reajustes que variaram entre -2,16% a 21,95%, e houve predominância de bandeiras tarifárias, “diferentemente do que ocorreu em 2024 com 8 meses de bandeira verde, ou seja, sem custo adicional.”
Já o grupo Alimentação e bebidas (2,95%) representou um certo alívio (desaceleração) em relação a 2024 (7,69%). Esse resultado foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, com barateamento de itens de supermercado. Entre junho e novembro, o grupo teve registro de variação negativa. Alguns itens que se destacaram foram o arroz (-26,56%) e leite longa-vida (-12,87%) no período.
Em relação às regiões pesquisadas no Brasil, Vitória registrou a maior variação na inflação em 2025, de 4,99%, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%). Já o menor resultado veio de Campo Grande (3,14%), com destaque das quedas do arroz (-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%).
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
