Operação
Faturamento de programas de fidelidade cresce 11,2% no 1T26
Levantamento da ABEMF mostra alta em cadastros, emissão e resgate de pontos, com breakage no menor nível já registrado pela associação
O mercado de fidelidade brasileiro faturou R$ 6,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF).
O número de inscritos nos programas chegou a 306,2 milhões no período, crescimento de 12,7% na mesma comparação. Os pontos e milhas emitidos somaram 299,3 bilhões, avanço de 19,7%. O volume resgatado, ou seja, efetivamente trocado por produtos e serviços, foi de 250,1 bilhões, alta de 15,6% frente ao 1T25.
ABEMF registra menor taxa de breakage já medida pela associação
A taxa de breakage, que mede o percentual de pontos e milhas não utilizados pelos participantes, recuou 2,1 pontos percentuais desde o primeiro trimestre de 2025, chegando a 11,1% no 1T26. É o menor índice já registrado pela ABEMF, mantendo a trajetória de queda observada nos últimos períodos.
Segundo Paulo Curro, diretor executivo da ABEMF, o crescimento combinado dos indicadores mostra o papel dos programas de fidelidade como ferramenta de relacionamento e recorrência para diferentes setores da economia.
Na origem dos pontos emitidos, varejo, indústria, bancos e serviços responderam por 93% do total acumulado no trimestre. As passagens aéreas concentraram os 7% restantes.
No destino dos resgates, as passagens aéreas permaneceram como principal opção de uso, com 76,2% do total. Os demais 23,8% foram trocados por produtos e serviços.
O número de transações no trimestre chegou a 13,6 milhões de operações, alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025, considerando acúmulo de pontos, resgates e outras movimentações nas contas.
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Imagem: Envato
