Inovação
IA da Adyen personaliza autenticação de pagamentos e eleva conversão
Nova versão do Authenticate usa machine learning para definir, em tempo real, quando e como cada transação deve ser autenticada
A Adyen anunciou uma atualização global do Authenticate, solução de autenticação de pagamentos que integra o pacote Adyen Uplift. A ferramenta utiliza machine learning para definir, em tempo real, como cada transação deve passar pelo processo de autenticação, reduzindo o checkout e realizando a autenticação de pagamentos com IA.
Segundo o Relatório de Fraude 2026 da Adyen, varejistas podem perder até 10% das vendas legítimas em razão de bloqueios indevidos. O cenário ocorre enquanto fraudadores também recorrem à inteligência artificial para reproduzir comportamentos humanos e contornar sistemas tradicionais de proteção.
Como funciona a autenticação de pagamentos com IA?
O Authenticate toma três decisões para cada transação. A primeira é verificar se a autenticação é necessária. Em seguida, a ferramenta determina qual método apresenta maior probabilidade de sucesso.
Por fim, a solução avalia quais informações devem ser encaminhadas ao banco emissor para aumentar as possibilidades de aprovação da operação.
“A autenticação não pode ser uma etapa engessada. Utilizamos machine learning para cruzar o histórico da nossa rede e decidir, em milissegundos, a rota de validação ideal e os dados que o banco emissor precisa. Assim, conseguimos analisar o contexto de cada transação e concentrar a segurança onde ela realmente é necessária, fazendo com que a autenticação não seja uma barreira no checkout, garantindo uma conversão sem fricção para o comprador”, afirma Daniel Tafelli, vice-presidente de produtos e parcerias da Adyen para a América Latina.
A tecnologia utiliza sinais de risco da rede da Adyen e funciona integrada ao Protect, solução de gestão de fraudes da empresa. De acordo com a companhia, há mais de 90% de chance de a Adyen já ter processado anteriormente uma transação relacionada a um novo consumidor de uma marca.
Esse histórico pode ser utilizado pelos modelos para auxiliar na tomada de decisão. Dessa forma, os mecanismos adicionais de segurança podem ser direcionados a operações consideradas de maior risco.
Quais métodos de autenticação são utilizados?
O Authenticate alterna entre diferentes tecnologias de autenticação conforme as características de cada transação. Entre as opções estão os fluxos data-only e 3DS.
A solução também suporta tecnologias como o Google Secure Payment Authentication (SPA) e as Payment Passkeys da Mastercard e da Visa.
A escolha do método ocorre de forma dinâmica, com base na avaliação feita pelo sistema para cada operação. A intenção é evitar que o mesmo processo de autenticação seja aplicado indistintamente a todas as transações.
Outro componente da solução está relacionado às informações encaminhadas aos bancos emissores. No caso do 3DS, o Authenticate avalia mais de 150 campos para identificar combinações de dados associadas a maiores possibilidades de aprovação.
A partir desse processo, a ferramenta pode eliminar etapas consideradas desnecessárias ou permitir que a transação seja concluída de maneira transparente.
Quais resultados a autenticação de pagamentos com IA apresentou?
A Adyen afirma que os testes globais realizados com a tecnologia apresentaram impactos na conversão de pagamentos. A plataforma de impacto social Too Good To Go registrou aumento relativo de 11% na conversão durante os testes.
Outro caso citado pela empresa é o da Just Eat Takeaway.com. Com uma única integração, a companhia automatizou o fluxo de pagamento e reduziu etapas para os consumidores.
Segundo os dados apresentados pela Adyen, a empresa registrou aumento de 12% na conversão de pagamentos no tráfego elegível. O resultado ocorreu sem a necessidade de manutenção contínua.
A atualização do Authenticate faz parte do Adyen Uplift e coloca a autenticação como uma etapa baseada na análise das características de cada transação.
“Estamos evoluindo a autenticação de uma etapa operacional para uma camada inteligente de decisão. O objetivo é que cada transação receba exatamente o nível de proteção necessário, sem sacrificar uma venda legítima por excesso de fricção”, conclui Tafelli.
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