Economia
Cesta do Dia das Crianças fica 0,82% mais barata em 12 meses, mas serviços de alimentação sobem de 5% a 7%, mostra FGV IBRE
Preços de produtos caem 0,98%, com calçados infantis, bonecas e bicicletas mais baratos, enquanto serviços sobem 2,26% puxados por alimentação fora de casa e lazer
A cesta de produtos e serviços tradicionalmente comprados no Dia das Crianças ficou 0,82% mais barata nos 12 meses até setembro de 2026, segundo o FGV IBRE. No período anterior, a alta havia sido de 1,54%, e o IPC, que mede a inflação geral, avançou 3,92% em 12 meses.
Os itens vêm da Sondagem do Consumidor, e os preços, do IPC-M. O Dia das Crianças é em 12 de outubro.
Cesta do Dia das Crianças tem produtos mais baratos e serviços mais caros
Os produtos recuaram 0,98%, revertendo a alta de 1,38% do ano anterior. Calçados infantis ficaram 3,99% mais baratos, bonecas 2,66%, bicicletas 2,53% e instrumentos musicais 1,37%. As roupas infantis ficaram praticamente estáveis (-0,21%).
Celulares seguem em queda (-1,69%), e computadores e periféricos subiram 3,54%. Os livros não didáticos foram a principal pressão, com alta de 4,41%.
Os serviços subiram 2,26%, ante 4,76% no período anterior, com o cinema 21,25% mais barato em 12 meses, após queda de 12,14%.
Sem o cinema, alimentação e lazer seguem em alta: doces e salgados avançaram 6,91%, clube de recreação 6,49%, refeição em bares e restaurantes 5,49% e sucos fora de casa 5,31%.
Para Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o presente tende a pesar menos no bolso do que a experiência, como alimentação fora de casa e lazer. Em quatro anos, os serviços subiram cerca de 18%, e os produtos, cerca de 4%.
Dias diz que o peso dos celulares, em queda há quatro períodos seguidos, ajuda a explicar o resultado, compensado em parte pela alta de livros e vestuário.
O levantamento usa preços até setembro e não captura variações de última hora.
A CNC estimou alta média de 6,7% nos preços de itens ligados à data em relação a 2025, com cesta e método diferentes.
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Imagem: Magnific
