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TOTVS abre o LYNN Studio para clientes criarem agentes de IA a partir de 2027
Diretor de IA da companhia citou pesquisa com o MIT segundo a qual menos de 10% das empresas medem retorno da tecnologia, apesar de cerca de 80% já usarem IA
A TOTVS vai começar a comercializar no início de 2027 o LYNN Studio, ambiente em que clientes poderão criar os próprios agentes de IA sobre os sistemas da empresa. O anúncio foi feito nesta terça-feira (13), no Universo TOTVS 2026.
Ramon Martins, diretor de IA da TOTVS, apresentou a novidade na palestra sobre o LYNN, foundation de IA B2B lançado pela companhia em fevereiro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Segundo o executivo, o estúdio reúne as mesmas ferramentas de construção, orquestração e governança que as equipes de produto da TOTVS usam para criar os agentes do portfólio.
Agentes de IA e o gap de valor
Martins antecipou dados de uma pesquisa da TOTVS com o MIT, ainda não divulgada. Cerca de 80% das empresas ouvidas já usam IA, mas menos de 10% conseguem medir ganho de eficiência, margem ou receita.
O executivo também citou projeção do Gartner segundo a qual 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até 2027. Para ele, a maior parte das empresas ainda está na fase de produtividade individual, com IA usada para escrever e-mails e resumir dados.
“Quando você trabalha com produtividade individual, é difícil você governar essas horas que estão sendo liberadas para trazer isso para uma rentabilidade da empresa”, afirmou.
Martins apontou dados desorganizados, falta de objetivo de negócio, custo que escala rápido e ausência de controles de risco como os motivos mais comuns de fracasso.
Segundo ele, a conta de uso de IA nas empresas chega em pouco tempo a R$ 10 mil, R$ 30 mil ou R$ 100 mil. O executivo criticou empresas que medem produtividade pelo consumo de tokens.
A ordem é caso de uso, dados e modelo
A recomendação do diretor é definir primeiro o problema e as métricas, depois os dados necessários para resolver esse problema e só então o modelo de IA.
“Não tem essa história de preparar todos os dados”, disse. Segundo ele, preparar todos os dados antes de começar faz a empresa perder o momento, e o melhor caminho é organizar os dados em função de um problema concreto.
Um ponto de partida sugerido por Martins é mapear as tarefas que consomem mais horas das equipes. Os agentes de IA, segundo ele, assumem a sequência de telas e cliques que hoje é feita por pessoas.
Como o LYNN funciona
O LYNN tem três camadas, segundo Martins. O Builder cria os agentes. O Enterprise Layer mostra os agentes em operação e define em que pontos uma pessoa precisa aprovar ou completar uma informação.
A terceira camada é a de governança, que registra o que cada agente fez e como chegou a cada decisão. As permissões de acesso já configuradas no ERP são herdadas pelos agentes.
A oferta inclui o LYNN Agents, com agentes prontos para Protheus, RM, Datasul e outros produtos, além de agentes personalizados. O LYNN Garden, versão simplificada do Studio, é usado internamente pela TOTVS e ainda não tem data de lançamento.
Caso com sete agentes
Martins apresentou o caso de uma empresa de laticínios, cujo nome não foi divulgado. A operação tinha 11 pessoas dedicadas a atividades logísticas, com custo de R$ 302 mil.
Com sete agentes personalizados, 93% do tempo dessas atividades foi liberado. Descontado o custo dos agentes, o retorno sobre o investimento ficou em 48%, segundo o executivo.
Quando lançou o LYNN, em fevereiro, a TOTVS informou que vai investir R$ 75 milhões por ano na plataforma nos próximos quatro anos.
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Imagem: Divulgação/ Universo TOTVS 2026
