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Self-checkout já responde por 40% das vendas da Renner, e Obramax e SBF mostram o peso da frente de loja
No painel sobre o Storex, frente de loja da TOTVS vinda da Linx, varejistas contaram como PDV móvel, autoatendimento e operação offline reduzem filas
O self-checkout responde hoje por 40% das vendas das lojas Renner. Os outros 60% passam pelo caixa tradicional. O dado foi apresentado por Flávio Meira, head de TI de operações, canais e marketing da varejista, nesta quarta-feira (14), no Universo TOTVS 2026.
Segundo Meira, a fila era o principal motivo de avaliação negativa dos clientes no NPS da rede antes do autoatendimento. Hoje ocupa o terceiro lugar entre os detratores.
“A paciência do cliente vai até o momento em que ele decide pagar”, afirmou o executivo no painel sobre o Storex, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Frente de loja com 30 milhões de vendas por mês
O Storex é a solução de frente de loja que passou ao portfólio da TOTVS com a compra da Linx. Segundo Felipe Lessa, head de produto de frente de loja da TOTVS, o sistema processa 30 milhões de vendas por mês em cerca de 5 mil lojas.
Lessa afirmou que o sistema funciona com qualquer ERP, TEF ou adquirente e continua vendendo quando a conexão cai. A solução atende PDV fixo, PDV móvel e totens de autoatendimento.
O painel foi a primeira apresentação comercial do Storex em um Universo TOTVS, segundo o executivo.
Self-checkout com experiência própria
Na Renner, o self-checkout usa o Storex Cloud, camada que concentra as regras fiscais e a integração com o back-office. A interface com o cliente foi desenvolvida pelo time interno da varejista.
“Essa parte chata, que é a parte fiscal, a parte de hardware, […] a gente não quer trazer para a gente”, disse Meira. Segundo ele, a rede consegue incluir funções como resgate de cashback sem depender do fornecedor.
A mesma estrutura sustenta o Pague Digital, que permite ao cliente escanear os produtos e pagar pelo app da Renner. Meira afirmou que a meta é dar ao cliente o mesmo preço, a mesma promoção e o mesmo atendimento em todos os canais.
Obramax concentra 90% das vendas no PDV
Na Obramax, rede de atacarejo de material de construção, 90% das vendas passam pelo PDV, inclusive a venda assistida. Os dados são de Sebastian Masclef, CIO da empresa.
A loja da Mooca, em São Paulo, emite mais de 120 mil cupons por mês e fatura cerca de R$ 50 milhões mensais, segundo o executivo. A rede tem 16 lojas, prevê 20 até o fim do ano e mira 50 até 2029.
O PDV móvel foi adotado há cerca de três anos. No drive, onde o cliente carrega cimento e tijolo no próprio veículo, o atendente registra e cobra a compra ao lado do carro.
Masclef disse que a rede migrou os PDVs de Windows para Linux há dois anos, para reduzir o risco de ataques de ransomware. “Até o e-commerce pode parar, mas na loja a solução não pode parar”, afirmou.
SBF trocou ERP sem fechar loja
No Grupo SBF, dono da Centauro e operador da Nike no Brasil, os vendedores usam o PDV móvel no celular. Segundo Daniela Feitosa, representante do grupo no painel, isso permitiu reduzir os caixas fixos para no máximo quatro por loja.
A Centauro tem 229 lojas e a Nike, 53. Depois da compra da operação da Nike, em 2020, o grupo migrou ERP e sistema de armazém sem impacto nas lojas, segundo Daniela.
“O nosso terror é o downtime”, disse. Segundo ela, a frente de loja independente do ERP permite trocar fornecedores sem interromper as vendas.
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Imagem: Victor Cortez/Central do Varejo
