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Leitura de placa na maquininha e autoatendimento na conveniência entram na agenda dos postos
No Universo TOTVS 2026, executivos mostraram soluções para pista e conveniência e trouxeram tendências da feira americana do setor, realizada na semana passada
Maquininhas de cartão com câmera já podem ler a placa do veículo na pista do posto de combustível, identificar o cliente e bloquear o bico quando o combustível não corresponde ao cadastrado. A solução foi apresentada nesta quarta-feira (14), no Universo TOTVS 2026.
Segundo Thiago, porta-voz da empresa, a consulta usa a base de dados do Detran para conferir o veículo. O objetivo é reduzir fraudes, como o uso indevido do cadastro de frotistas.
A vantagem, segundo ele, é usar um equipamento que já está na pista, sem investimento em câmeras adicionais. O painel tratou de como ecossistemas de soluções estão mudando o varejo de combustíveis, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Pagar antes de abastecer
O executivo citou um cliente de Curitiba interessado no modelo de pré-pagamento, comum nos Estados Unidos, em que o motorista paga primeiro e depois abastece.
Segundo ele, o formato evita a situação do cliente que pede para encher o tanque sem saber quanto tem de saldo no cartão.
Nos Estados Unidos, as próprias bombas já permitem fazer pedidos na loja de conveniência durante o abastecimento, de acordo com o painel. A pré-venda também serve para oferecer descontos individuais ligados a programas de fidelidade.
Outra solução citada é um telão na pista que mostra aos frentistas quais abastecimentos já foram pagos, no lugar do controle em papel.
No Brasil, a legislação exige frentista nas bombas. Por isso, segundo Thiago, as soluções precisam acelerar o atendimento feito pelo funcionário na pista.
Autoatendimento na loja de conveniência
Os executivos participaram do NACS Show, feira do setor de conveniência e combustíveis realizada de 6 a 9 de outubro em Las Vegas. Segundo eles, o autoatendimento virou padrão nas lojas de conveniência americanas, com máquinas que identificam produtos por câmera.
Outro padrão observado na feira foram duas telas por caixa. Uma mostra ao cliente o que está sendo registrado, e a outra exibe promoções e ofertas de fidelidade. Para Thiago, o modelo é uma tendência no Brasil, limitada pelo custo do hardware.
A produção de alimentos dentro da loja, com padaria e até pizzaria, garante boa margem às redes americanas, segundo os executivos. Lá, o formato é de pegar e levar, sem mesas e cadeiras, ao contrário do que é comum no Brasil.
Na feira, eles também viram lojas desenhadas de acordo com o perfil da população local. No Brasil, segundo Thiago, a regionalidade pesa no sortimento e no tipo de alimento oferecido.
Agente de IA no caixa
Entre as soluções vistas no NACS Show, o painel destacou um agente de IA que executa tarefas no PDV a pedido do operador, como cancelar um item da venda e registrar o motivo.
Segundo Thiago, o recurso ajuda lojas com alta rotatividade de funcionários, em que o operador nem sempre conhece os caminhos do sistema. Ele afirmou que a tecnologia ainda deve demorar para chegar às lojas.
Felipe, porta-voz da empresa, disse que as lojas de conveniência visitadas nos Estados Unidos tinham ao menos 4 mil itens e operavam com equipes pequenas, o que exige PDV rápido e processos simples de fechamento de caixa e reposição.
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Imagem: Central do Varejo
