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Lovable Day reúne mais de mil pessoas em São Paulo para discutir vibe coding e IA nas empresas
Maior evento da plataforma no mundo teve palestra de Alexandre Messina, partner da Lovable no Brasil, sobre agentes de IA e software cobrado por resultado
O Lovable Day reuniu nesta sexta-feira (16), no Community Creators Academy, em São Paulo, profissionais interessados em vibe coding, o desenvolvimento de software a partir de comandos em linguagem natural.
Segundo a organização, é o maior evento da plataforma Lovable no mundo, com mais de mil participantes.
Uma das palestras da programação do Lovable Day foi de Alexandre Messina, partner da Lovable no Brasil e fundador da VibeLabs. Ele mostrou como empresas usam a ferramenta para criar plataformas internas com inteligência artificial e listou tendências para o setor, como a cobrança de software por resultado.
A própria apresentação foi exibida em um site criado na Lovable, sem slides de PowerPoint. Messina citou o formato como uma das tendências observadas por ele, com apresentações feitas em HTML.

Software cobrado por resultado
Messina comparou o modelo de servidores MCP, protocolo que conecta sistemas a assistentes de IA, ao SaaS tradicional, em que o usuário faz login, configura a ferramenta e paga assinatura para acessar a plataforma. “Agora, quando você começa a ter um MCP da sua plataforma, o usuário faz um pedido, a IA tem que resolver”, disse.
Segundo o executivo, quando a IA do usuário não resolve o pedido sozinha, ela aciona a API da plataforma. “É uma tendência cada vez maior você pagar só pelo resultado”, afirmou. Ele citou como exemplo a Higgsfield, plataforma de criação de conteúdo.
Agentes, segundo cérebro e miniapps
Messina contou que a VibeLabs usa orquestração de agentes de IA para produzir uma newsletter diária distribuída pelo WhatsApp. “A gente está construindo agora, basicamente, uma segunda empresa. A gente tem 27 agentes, por exemplo, em paralelo”, disse.
“Antes era muito complicado você orquestrar todos esses agentes e agora já está acessível”, afirmou o executivo.
Ele também projetou que cada empresa terá um segundo cérebro, estrutura que reúne e-mails, transcrições de reunião, conversas, arquivos e informações de mercado em uma base organizada por agentes, com um agente de consulta conectado. “Não tem segredo, segundo cérebro é isso”, disse.
Outra tendência citada na palestra é a criação de marketplaces internos de miniapps. Messina mencionou o caso da Amicci, que construiu um marketplace próprio de aplicativos, e citou Juliana Satie, gerente de escala e inteligência artificial da empresa. Segundo ele, a VibeLabs adota o mesmo modelo.
Sobre aplicativos que sugerem o próximo passo ao usuário, o executivo fez a comparação com a venda adicional. “Nada mais é do que uma forma de fazer upsell”, disse, ao explicar que a sugestão acontece dentro do próprio produto.
Maturidade medida por área
Na apresentação, Messina exibiu um framework de cinco níveis de maturidade em IA, baseado no AI Maturity Map da Comp, que deve ser aplicado área por área da empresa. A autonomia da IA vai de 15%, na produtividade individual, a 100%, na inteligência adaptativa, em que a tecnologia decide e executa sozinha.
Entre os usos corporativos da Lovable, o material lista plataformas internas, landing pages, novos canais de receita, produto core business e apresentações. A VibeLabs informa capacitar times de empresas como Magalu, Natura, RD Saúde, Ambev e Localiza.
Adoção ainda restrita
Segundo dados exibidos por Messina, 84% da população mundial nunca usou IA e cerca de 0,04% usa a tecnologia para programar. “A gente está aqui hoje na bolha da bolha da bolha”, disse ao público do evento.
Com base em relatório da Anthropic citado na palestra, engenharia de software concentra 49,7% das chamadas de ferramentas de IA, enquanto operações de e-commerce respondem por 1,3%. “A gente tem essa oportunidade enorme de negócio para construir em praticamente todos os setores”, afirmou Messina.
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Imagens: Central do Varejo
