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Placemaking: o futuro das lojas é criar motivos para as pessoas estarem juntas

Como o varejo físico pode se transformar em espaços de conexão, cultura, bem-estar e comunidade

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A loja física já não compete apenas com outras lojas. Ela compete com a conveniência, a velocidade e a variedade das compras online. Para continuar relevante, precisa oferecer algo que o digital não reproduz com a mesma força: conexão humana, descoberta e experiências memoráveis. É nesse contexto que ganha força o conceito de placemaking, ou criação intencional de espaços. A estratégia transforma lojas em destinos de convivência, cultura, criatividade e bem-estar e, não apenas em pontos de venda.

Segundo a WGSN, 41% da Geração Z afirmam gostar de fazer compras com amigos e familiares, enquanto 51% dos consumidores dessa geração preferem comprar em lojas físicas por causa da experiência oferecida.

A oportunidade para o varejo é clara: criar espaços que façam parte da rotina das pessoas e ofereçam razões para visitar a loja mesmo quando a compra não é o único objetivo.

Placemaking: cinco caminhos para transformar a loja

1. Crie espaços de cultura e reflexão

Lojas podem funcionar como galerias, bibliotecas, salas de leitura e palcos para palestras, exposições e encontros criativos. A Restoration Hardware, nos Estados Unidos, transformou seu showroom em um destino cultural com biblioteca de arquitetura, galerias, restaurantes e espaços de convivência.

2. Integre bem-estar e fitness

Aulas, treinamentos e experiências de recuperação ajudam a transformar a loja em um destino recorrente. A Gymshark, por exemplo, investe em lojas com academias e estúdios de fitness, enquanto a Alo combina varejo, ioga, tratamentos e espaços de convivência.

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3. Use o teatro do varejo

Ambientes imersivos, instalações interativas, estímulos sensoriais e mudanças frequentes de ambientação criam experiências que convidam o consumidor a explorar, participar e compartilhar.

4. Abra espaço para a criação

Oficinas, laboratórios de personalização, estúdios e espaços de reparo aproximam o consumidor dos processos por trás dos produtos. A Golden Goose, em Manila, criou uma loja inspirada em uma floricultura, com atividades de artesanato e customização conduzidas por artistas locais.

5. Aposte em hospitalidade

Cafés, restaurantes e bares podem transformar a visita à loja em um programa social. A Kith, em Londres, incorporou um bistrô nova-iorquino à sua loja principal, ampliando a experiência da marca para além do produto.

Mais do que vender, crie pertencimento

O placemaking mostra que o futuro do varejo físico não depende apenas de tecnologia e eficiência. Depende também da capacidade de criar espaços nos quais as pessoas queiram estar.

As marcas que compreenderem essa mudança poderão transformar lojas em pontos de referência para suas comunidades, integrando cultura, entretenimento, bem-estar, criatividade e hospitalidade à jornada de compra.

A WGSN é líder global em inteligência de consumo e previsão de tendências. Em parceria com a Central do Varejo, apresenta esta série de conteúdos para preparar o mercado para os principais temas da NRF 2027.

O futuro do varejo já começou — e ele será vivido, compartilhado e construído em comunidade.

Conteúdo desenvolvido pela WGSN em parceria com a Central do Varejo
por Marianna Nolasco, Head de Novos Negócios Latam WGSN

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