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Saúde e bem-estar: a tendência que veio para ficar no varejo
Consumidores estão priorizando saúde, longevidade e equilíbrio — criando oportunidades duradouras para marcas que transformarem o bem-estar em uma experiência integrada
Saúde e bem-estar deixaram de ser categorias específicas para se tornar uma lente pela qual os consumidores avaliam produtos, serviços e experiências.
O movimento não é novo e tampouco parece passageiro. Ele vem se consolidando há anos e deve continuar influenciando decisões de compra, desenvolvimento de produtos e estratégias de varejo por muito tempo.
Segundo a WGSN, 70% dos consumidores afirmam ser proativos na gestão da própria saúde, enquanto 57% dizem priorizar “envelhecer bem” mais do que há cinco anos. A economia global do bem-estar já movimenta US$ 6,8 trilhões, mostrando que essa transformação representa uma oportunidade estrutural — e não apenas uma onda de consumo.
Para o varejo, isso significa que investir em saúde e bem-estar pode oferecer uma perspectiva mais segura de longo prazo. A população continuará buscando mais energia, melhor sono, equilíbrio emocional, longevidade e qualidade de vida.
O bem-estar como um ecossistema
O consumidor não procura mais apenas um produto isolado. Ele busca soluções que apoiem seus objetivos de forma integrada.
Isso envolve combinar categorias como beleza, alimentação, fitness, tecnologia, moda, suplementos e serviços especializados. A Olive Young, na Coreia do Sul, criou o conceito Olive Better, reunindo skincare, suplementos, snacks saudáveis e equipamentos de ginástica em um mesmo ambiente.
A Boots, no Reino Unido, também criou zonas dedicadas ao bem-estar, com produtos para sono, cuidados com a pele, saúde sexual e condicionamento físico, apoiados por funcionários treinados para oferecer orientação personalizada.
A lógica é simples: em vez de organizar a loja apenas por categoria, o varejo pode organizar a experiência por objetivo — dormir melhor, reduzir o estresse, aumentar a energia ou cuidar da saúde no longo prazo.

Personalização será parte da experiência
As compras relacionadas ao bem-estar costumam exigir orientação. De acordo com o report da WGSN, 82% dos consumidores buscam ativamente soluções personalizadas nessa área.
Por isso, especialistas, consultas, diagnósticos, programas de acompanhamento e recomendações sob medida se tornarão cada vez mais importantes.
O varejo deixa de ser apenas um lugar de compra e passa a atuar como um parceiro na jornada de saúde do consumidor. A Holland & Barrett, por exemplo, oferece consultas gratuitas de bem-estar conduzidas por profissionais treinados e organiza seus produtos de acordo com objetivos específicos.
Espaços para desacelerar
Em um contexto de hiperconexão e fadiga digital, as lojas também podem oferecer uma pausa.
Ambientes táteis, silenciosos e acolhedores, com áreas de leitura, cafés, jardins internos, espaços de reflexão e experiências sensoriais, ajudam a transformar a visita em um momento de recuperação.
A Van Cleef & Arpels criou um jardim pop-up em Nova York com apresentações artísticas, poesia e desenho ao vivo. Já a Dior desenvolveu uma casa de chá em Tóquio, criando um espaço de refúgio associado à natureza e ao artesanato.

Bem-estar também é comunidade
A busca por saúde não acontece apenas de forma individual. Para 68% da Geração Z, o bem-estar é mais viável quando praticado em comunidade.
Clubes de corrida, aulas coletivas, festivais, retiros, caminhadas e experiências ao ar livre passam a ser novos pontos de contato entre marcas e consumidores.
A JD Sports e a Nike, por exemplo, criaram uma corrida de 5 km em Manchester com largada e chegada na loja, que também funcionava como ponto de apoio para aquecimento, hidratação e recuperação.

Uma oportunidade de longo prazo
Saúde e bem-estar não são apenas uma tendência de consumo. São uma mudança permanente na forma como as pessoas desejam viver, comprar e se relacionar com as marcas.
Os varejistas que conseguirem oferecer produtos, serviços, conhecimento e experiências integradas estarão mais preparados para construir relevância e fidelidade no longo prazo.
Como parte da série de conteúdos desenvolvida pela WGSN em parceria com a Central do Varejo para preparar o mercado para a NRF 2027, este report mostra que o futuro do varejo estará cada vez mais conectado à qualidade de vida dos consumidores.
O bem-estar não é uma moda passageira. É uma prioridade que continuará orientando decisões por muitos anos.
Conteúdo desenvolvido pela WGSN em parceria com a Central do Varejo
por Marianna Nolasco, Head de Novos Negócios Latam WGSN
