E-commerce

Altíssima renda responde por 44% do e-commerce, mostra Cielo

Estudo do Data Insights Studio aponta que o canal cresce acima do varejo desde 2023 e que 42% de quem estreou nas compras online em 2026 já voltou a comprar

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O consumidor de altíssima renda responde por 44% de todo o faturamento do e-commerce brasileiro, segundo estudo do Data Insights Studio da Cielo, com base no Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) referente ao período de janeiro a junho de 2026.

O levantamento mostra que o e-commerce cresce acima do varejo total pelo quarto ano consecutivo. Em crescimento nominal, o canal digital avança 5,3% no acumulado até junho de 2026, enquanto o varejo total cresce 2%, a maior diferença de ritmo do período. Nos anos anteriores, o e-commerce cresceu 4,1% contra 3,5% do varejo total em 2023, 6,1% contra 3,5% em 2024 e 5,1% contra 4,1% em 2025.

E-commerce retém consumidores de altíssima renda que estreiam no canal

Entre os consumidores que fizeram sua primeira compra online em 2026, 42% já voltaram e fizeram pelo menos uma segunda compra no período. Há também migração entre canais: 5% dos consumidores que em 2025 compraram exclusivamente em lojas físicas já realizaram compras online neste ano.

“O dado de retenção muda a conta do varejista. Quando 42% de quem estreia no canal volta a comprar, o custo de trazer esse consumidor para o digital se dilui por várias compras, e não por uma só. O desafio deixa de ser atrair para o canal e passa a ser converter”, afirma Luis Pelizon, superintendente comercial de E-commerce da Cielo.

O perfil de quem compra online mostra predominância do público masculino, com 55% do faturamento. As compras se distribuem de forma praticamente uniforme de segunda a sexta, entre 16,0% e 16,3% por dia, e perdem força no fim de semana, com 10,2% no sábado e 9,3% no domingo. O crédito domina o canal: à vista (47,8%) e parcelado (47,7%) somam mais de 95% do faturamento.

Entre os perfis mapeados, o público viajante se destaca por movimentar mais dinheiro do que indicam suas compras: responde por 11,7% do faturamento com apenas 2,5% das transações, o que aponta para tickets bem acima da média. O perfil “Conectado” lidera com 34,5% do faturamento.

O e-commerce cresceu em todas as principais datas comemorativas recentes, com destaque em 2026 para a Páscoa, com alta de 19%, e o Dia dos Namorados, com 13,1%. Na semana da Black Friday de 2025, o valor médio das compras online chegou a R$ 225,60, contra R$ 116,60 no varejo físico.

“O ticket do público viajante mostra que o e-commerce deixou de ser o canal da compra pequena e de baixo risco. Para o varejista, isso muda a régua: a disputa não é mais por volume de pedidos, é por valor por pedido”, afirma Pelizon.

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Imagem: Magnific

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