Comportamento
Americanos gastaram, em média, US$ 4.589 com “retail therapy” em 2025
Os americanos gastaram, em média, US$ 4.589 com compras associadas à chamada “retail therapy” ao longo de 2025, segundo levantamento da CashNet USA. A pesquisa define o termo como o ato de “comprar para aliviar sentimentos como estresse, tédio ou frustração”.
De acordo com o estudo, o consumidor norte-americano realizou 107 compras por ano motivadas por esse tipo de comportamento. Entre as gerações, os millennials, com idades entre 29 e 44 anos, lideram com 160 compras anuais, enquanto os baby boomers registraram a menor média, com 39 compras por ano.
Em termos de gastos, os millennials também aparecem no topo, com média anual de US$ 8.259, seguidos pela geração Z, com US$ 5.972. Já os baby boomers gastaram, em média, US$ 989. O levantamento aponta que o gasto total com retail therapy nos Estados Unidos cresceu 7% em 2025, enquanto, entre a geração Z, a alta foi de 14%.
Entre os canais mais utilizados, a Amazon aparece como a principal plataforma, citada por 55% dos entrevistados. Em seguida vêm Walmart (54%) e Target (29%). Plataformas de fast fashion também se destacam: 11% dos consumidores afirmaram ter comprado na Temu e outros 11% na Shein para melhorar o humor. Vendedores independentes e marketplaces de revenda, como eBay e Etsy, apareceram com menor relevância.
O levantamento também aponta que alimentos são a principal categoria associada à retail therapy. 67% dos americanos afirmaram comprar snacks e doces para melhorar o humor, enquanto 49% recorrem a pedidos de comida pronta. O comportamento é semelhante entre homens e mulheres nessas categorias. Entre os homens, o terceiro item mais citado são videogames (37%). Já entre as mulheres, destacam-se roupas (49%) e produtos de beleza (40%).
A pesquisa indica ainda diferenças de comportamento por gênero. O consumidor masculino realiza, em média, 122 compras anuais, volume 31% maior do que o registrado entre mulheres, que somam 93 compras por ano.
Entre os principais gatilhos para o consumo, 45% dos entrevistados afirmaram comprar para se confortar após um dia ou semana ruim de trabalho, apontada como a principal motivação. Outro fator relevante é o chamado “doom spending”: 17% dos americanos relataram ter sido levados a gastar após o consumo excessivo de notícias negativas e redes sociais, em um comportamento associado à tentativa de lidar com sentimentos de apreensão ou desesperança.
A pesquisa foi realizada com uma amostra nacionalmente representativa de 2.000 residentes dos Estados Unidos, com idade a partir de 16 anos, em parceria com a consultoria Censuswide. A coleta de dados ocorreu entre 31 de outubro e 3 de novembro de 2025.
Imagem: Reprodução
Informações: Marianne Wilson para CSA
Tradução livre: Central do Varejo
