Franchising
Batalha no varejo: Shein utiliza tecnologia para superar Temu
Temu acusa Shein de práticas anti-competitivas a partir do uso de análise de dados do marketplace para prever vendas

A competição acirrada entre duas das maiores empresas de comércio eletrônico da China, Shein e Temu, está tomando novos rumos à medida que ambas expandem suas operações e táticas nos mercados internacionais. Recentemente, a Temu apresentou um documento judicial nos Estados Unidos, acusando a Shein de práticas anti-competitivas, segundo texto publicado pela Exame. De acordo com a Temu, a Shein utilizou seu marketplace, que possui uma análise de dados robusta para prever vendas e gerenciar estoques, para firmar contratos exclusivos com fabricantes de roupas, impedindo que outras empresas tivessem acesso a esses fornecedores. Os dados apresentados pela Temu revelam que aproximadamente 70% dos 8.338 fabricantes capazes de atender à demanda de fast fashion foram forçados a assinar acordos de exclusividade com a Shein. Embora essa prática não seja inédita na China, com o Alibaba tendo adotado políticas semelhantes no passado, o atual cenário coloca as empresas sob os holofotes em meio a preocupações com monopólio.
Em 2020, o governo chinês iniciou uma investigação sobre o Alibaba devido a suspeitas de práticas monopolistas. Essa investigação levou o país a propor uma lei anti-monopólio, com o objetivo de conter o poder dos gigantes da internet chineses. Agora, com a disputa entre a Shein e a Temu em evidência, surge a questão de como essa ação anti-monopólio pode impactar a contínua competição entre as duas empresas. O caso também pode servir como um teste importante para a nova legislação anti-monopólio da China e como ela será aplicada a outras empresas do setor.
As implicações desse conflito são significativas, considerando que a Shein e a Temu têm demonstrado grande interesse em expandir suas operações além das fronteiras chinesas. Ambas têm se esforçado para conquistar mercados internacionais e a disputa atual pode influenciar as perspectivas de crescimento e penetração em outros países. Além disso, a acusação de práticas anti-competitivas pode afetar a reputação da Shein e gerar preocupações entre os consumidores e autoridades regulatórias em outros países em que a empresa atua.
O desfecho desse caso também pode influenciar as estratégias futuras das empresas de comércio eletrônico chinesas. Caso a Temu obtenha sucesso em suas acusações e a Shein seja considerada culpada de práticas anti-competitivas, isso poderia levar a uma mudança nas práticas de negócios dessas empresas e em suas estratégias de expansão internacional. Por outro lado, se a Shein for considerada inocente, a empresa poderá reforçar sua posição no mercado e continuar expandindo suas operações globalmente.e perto por empresas, consumidores e autoridades regulatórias em todo o mundo.
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