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Claro investe 2,41 bilhões na compra de 73% da Desktop

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A Claro Participações anunciou a aquisição de participação majoritária na Desktop S.A., em operação que envolve sua controladora, a Claro NXT Telecomunicações S.A. O negócio prevê a compra de 73,01% do capital social da empresa de telecomunicações, em uma transação avaliada em aproximadamente R$ 2,414 bilhões, conforme comunicado divulgado ao mercado.

A operação envolve a aquisição de 84.684.273 ações ordinárias, ao preço de R$ 20,82 por papel. Os vendedores incluem investidores e acionistas relevantes da Desktop, entre eles fundos e executivos ligados à companhia. O valor atribuído à empresa considera um enterprise value de R$ 4 bilhões, além do endividamento líquido registrado em setembro de 2025, estimado em cerca de R$ 1,58 bilhão.

As negociações entre as partes vinham sendo conduzidas há alguns meses, com discussões relacionadas ao preço e às condições do acordo. O anúncio formaliza o entendimento entre os envolvidos, ainda sujeito a etapas regulatórias e societárias antes de sua conclusão.

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Com a aquisição do controle, a Claro deverá protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações remanescentes da Desktop. Esse movimento ocorre em função da mudança de controle da companhia e segue as regras de tag along, garantindo aos demais acionistas a possibilidade de vender seus papéis por valor, no mínimo, equivalente ao pago na transação principal.

O fechamento do negócio depende da aprovação de órgãos reguladores, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Essas análises são comuns em operações de grande porte no setor de telecomunicações, especialmente quando envolvem concentração de mercado ou mudanças relevantes na estrutura competitiva.

Além das aprovações regulatórias, a conclusão da operação também está condicionada à realização de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Desktop. Nessa assembleia, deverá ser votada a alteração do estatuto social da empresa, incluindo a exclusão de dispositivos relacionados à obrigatoriedade de oferta pública em caso de aquisição de participações relevantes.

A aquisição reforça o movimento de consolidação no setor de telecomunicações no Brasil, marcado por disputas por escala, ampliação de infraestrutura e expansão de serviços, especialmente no segmento de banda larga. A Desktop atua nesse mercado e tem presença relevante em determinadas regiões, o que pode complementar a atuação da Claro em sua estratégia de crescimento.

Para a Claro, a operação representa um avanço na ampliação de sua base de clientes e infraestrutura, além de potencial sinergia com suas operações já estabelecidas. A integração entre as empresas deverá ocorrer após a conclusão de todas as etapas necessárias, incluindo aprovações regulatórias e ajustes contratuais.

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O anúncio também evidencia o interesse de grandes operadoras em fortalecer sua posição no mercado por meio de aquisições estratégicas. O setor tem passado por transformações nos últimos anos, impulsionado pela demanda por conectividade, crescimento do consumo de dados e expansão de serviços digitais.

Caso todas as condições sejam atendidas, a operação consolidará a Claro como controladora da Desktop, abrindo caminho para novos desdobramentos no mercado de telecomunicações brasileiro. Até lá, o processo segue em análise pelos órgãos competentes e pelos acionistas envolvidos.

*Com informações do Estadão do Conteúdo e Mercado & Consumo

Imagem: Divulgação/Claro

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