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Consumidores querem embalagens mais sustentáveis e inovadoras, aponta pesquisa

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A busca por escolhas mais sustentáveis tem influenciado o comportamento de consumo no Brasil e ampliado a pressão sobre marcas e fabricantes por soluções alinhadas à preservação ambiental. De acordo com o Sustainability Sector Index, estudo divulgado pela Kantar, 87% dos brasileiros afirmaram querer fazer escolhas mais sustentáveis.

O levantamento também mostra que 55% dos entrevistados já experimentaram ou utilizaram marcas com impacto ambiental ou social positivo, ou se mostram abertos a essa possibilidade. Em contrapartida, 50% afirmaram ter comprado menos ou deixado de adquirir determinados produtos ou serviços devido a impactos ambientais ou sociais negativos.

Esse cenário tem estimulado a inovação na indústria de embalagens. Fabricantes e consumidores buscam alternativas que reduzam o impacto ambiental, com uso de materiais biodegradáveis, recicláveis ou compostáveis, além de soluções que facilitem o reaproveitamento e a reciclagem.

Uma das principais apostas do setor é o monomaterial, modelo em que a embalagem e todos os seus componentes são produzidos a partir de um único tipo de polímero. A estrutura simplifica o processo de reciclagem ao reduzir a necessidade de separação de materiais, além de permitir personalização de design, selagem eficiente e compatibilidade com linhas de envase automatizadas.

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“O desenvolvimento de embalagens a partir de monomaterial reforça a preocupação com estruturas mais sustentáveis. Além disso, o próprio processo de produção é ecofriendly, com consumo reduzido de água e de energia”, afirma Jack Strimber, CEO da Packster.

A adoção do monomaterial já está presente em marcas como a Elisa Café. “A escolha ocorreu por entender os benefícios ambientais e de conservação do produto. Nos últimos anos, o mercado de cafés especiais tem buscado não só elevar a qualidade do produto, mas também trazer mais consciência para cada etapa da cadeia”, destaca Ana Elisa Saldanha, fundadora da marca.

A tecnologia também tem impulsionado o desenvolvimento do setor. Soluções como embalagens à prova de violação, recicláveis ou que ampliam a vida útil dos produtos ganham espaço, a exemplo das embalagens do tipo stand up pouch, utilizadas inclusive nos segmentos de alimentos e pet food.

A inovação no setor envolve ainda automação e uso de robótica nos processos produtivos. Pesquisa realizada pela Atlas Intel indica que a adoção de elementos tecnológicos pode elevar a produtividade em até 58%.

“A inteligência artificial, por exemplo, pode trazer benefícios significativos para as empresas do setor de embalagem, melhorando a eficiência, a precisão, a capacidade de resposta e a inovação”, afirma Fábio Mestriner, designer, professor e especialista em Design e Inteligência de Embalagem.

No campo das tendências, a Associação Brasileira de Embalagem (Abre) identificou movimentos que permaneceram relevantes em 2025, como o avanço da reciclagem de plásticos, o retorno de embalagens de papel e vidro, o crescimento dos bioplásticos, a ampliação de soluções de reaproveitamento e reuso, além de maior demanda por rastreabilidade das cadeias produtivas. O levantamento funciona como um indicativo das prioridades do setor para 2026.

Entre as inovações em desenvolvimento estão as embalagens tecnológicas, que incorporam sensores, códigos de barras e recursos de rastreamento em tempo real, além de ampliar o acesso a informações obrigatórias sobre uso e armazenamento dos produtos.

A personalização também avança com o uso da impressão 3D, que permite a produção de embalagens sob medida, aliando práticas sustentáveis à criação de soluções específicas para diferentes marcas e produtos.

Já as embalagens ativas e inteligentes seguem sendo aplicadas principalmente no setor de alimentos. Essas soluções interagem com o produto, contribuem para o aumento da vida útil, auxiliam na preservação das características sensoriais, reduzem desperdícios e reforçam a segurança para o consumo.

Imagem: Divulgação

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