E-commerce

Empresas de e-commerce no Brasil: principais players, tipos de operação e tendências para 2026

Publicado

on

Vendas no varejo online; e-commerce com lojas físicas; empresas de e-commerce

O mercado brasileiro de empresas de e-commerce reúne marketplaces, varejistas com operação digital própria e plataformas especializadas em categorias como alimentação, viagens e serviços. O setor mantém trajetória de crescimento sustentada pelo aumento do número de compradores online, pela consolidação do mobile como principal canal de compra e pela ampliação da infraestrutura logística e de pagamentos.

Segundo dados divulgados com base na Associação Brasileira de Inteligência Artificial e Comércio Eletrônico (ABIACOM), o e-commerce brasileiro movimentou R$ 204,3 bilhões em 2024, com 414,9 milhões de pedidos e 91,3 milhões de consumidores ativos. Para 2026, projeções setoriais apontam faturamento próximo de R$ 259 bilhões, refletindo a continuidade da digitalização do consumo no país.

Principais empresas de e-commerce no Brasil

As empresas de e-commerce abaixo aparecem de forma recorrente em rankings públicos de tráfego digital e volume bruto de mercadorias (GMV), que utilizam metodologias distintas e não comparáveis entre si.

  • Mercado Livre
    Marketplace generalista com operação regional e integração logística própria.
  • Shopee
    Marketplace com forte presença em categorias de baixo tíquete médio e cross-border.
  • Amazon
    Operação híbrida de marketplace e varejo próprio, com logística integrada.
  • Magazine Luiza
    Varejista omnichannel com marketplace e integração entre lojas físicas e digitais.
  • Shein
    Plataforma de moda com modelo cross-border e expansão de sellers locais.
  • Casas Bahia
    Varejista com operação digital e marketplace integrado ao grupo.
  • Americanas
    Plataforma digital com foco em sortimento amplo e operação marketplace.
  • iFood
    Marketplace de delivery de alimentos e serviços de conveniência.
  • AliExpress
    Plataforma internacional de cross-border com operação no Brasil.
  • Samsung
    Exemplo de operação D2C combinada a marketplace próprio.

Além desses grupos, o ecossistema inclui empresas especializadas em farmácia, supermercados, moda, beleza, viagens, construção e serviços digitais, muitas delas operando exclusivamente por canais online.

Tipos de e-commerce

As empresas de e-commerce podem ser classificadas de acordo com o modelo de relação comercial e o formato de operação.

Por relação comercial

  • B2C (Business to Consumer): venda direta ao consumidor final.
  • B2B (Business to Business): venda entre empresas, indústrias e distribuidores.
  • C2C (Consumer to Consumer): transações entre consumidores mediadas por plataformas.
  • D2C (Direct to Consumer): marcas que vendem diretamente ao consumidor, sem intermediários.

Por formato de operação

  • Loja virtual própria
  • Marketplace generalista ou vertical
  • Social commerce
  • Live commerce
  • Modelos de assinatura e recorrência

Por estratégia de canal

  • Operação exclusivamente digital
  • Omnichannel, com integração entre físico e digital
  • Cross-border, com vendas internacionais

Tendências para o e-commerce em 2026

As projeções para 2026 indicam mudanças operacionais e comportamentais que impactam diretamente as empresas de e-commerce no Brasil.

  • Mobile como principal canal de compra
    A maioria dos consumidores finaliza pedidos via smartphone, influenciando decisões de layout, checkout e atendimento.
  • Crescimento do social commerce
    Redes sociais seguem como etapa relevante da jornada, tanto para descoberta quanto para conversão.
  • Logística como fator de competitividade
    Prazo de entrega, custo de frete e confiabilidade permanecem entre os principais critérios de escolha do consumidor.
  • Avanço dos pagamentos recorrentes
    A ampliação do Pix Automático tende a favorecer modelos de assinatura e cobranças periódicas no e-commerce.
  • Expansão do retail media
    Marketplaces e varejistas digitais ampliam a oferta de mídia baseada em dados de compra, integrando marketing e vendas.
  • Disputa por atenção e eficiência de tráfego
    Com volumes elevados de acessos e maior concorrência, retenção e conversão ganham peso estratégico.

Panorama do setor

O crescimento do e-commerce brasileiro ocorre em paralelo à profissionalização das operações, à integração de dados e à busca por eficiência logística e financeira. Para as empresas de e-commerce, 2026 tende a consolidar um cenário de maior competição entre plataformas, com foco em execução operacional, experiência do consumidor e monetização da base de usuários.

Imagem: Envato

Continue Reading
Comente aqui

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *