Inovação
Governo lança plataforma de digitalização de pequenas empresas
Expectativa do MDIC é que 200 mil empresas se inscrevam

Micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) industriais podem realizar inscrições gratuitas, a partir desta quarta-feira (31), na recém-lançada plataforma do programa Brasil Mais Produtivo do governo federal. A proposta é impulsionar a produção dessas empresas de maneira mais rápida e eficiente, visando torná-las competitivas no mercado por meio da adoção de tecnologias avançadas e eficiência energética.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentou a plataforma, que espera atrair a participação de 200 mil empresas. A plataforma oferece cursos, materiais e ferramentas relacionadas à produtividade e transformação digital, atendendo diretamente mais de 93 mil micro, pequenas e médias empresas com orientação e acompanhamento presencial contínuo até 2027.
O ministro Geraldo Alckmin, que também é vice-presidente da República, destacou o impacto da nova fase do Brasil Mais Produtivo. “Teremos uma oportunidade importante de nos reindustrializarmos. Vamos nos empenhar o mais rápido possível para fazer que a pequena empresa tenha mais oportunidade, gerar riqueza e trabalho para o nosso país”, defendeu.
O programa, relançado em novembro de 2023, investirá mais de R$ 2 bilhões no desenvolvimento de novas tecnologias digitais a partir deste ano, sendo operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além do BNDES, a iniciativa conta com parcerias do Sebrae, Senai, ABDI, Finep e Embrapii.
A ideia do programa Brasil Mais Produtivo é estimular as micro e pequenas empresas a saírem da informalidade, oferecendo a chance de participarem do mercado formal e garantindo a segurança do negócio, além da proteção do Estado nos aspectos previdenciários.
Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, destaca que a transformação digital promove o crescimento dos pequenos negócios, permitindo que os empreendedores alcancem maior escala. “O pequeno empreendedor quer ter a chance de crescer. Ninguém quer ser micro, ser pequeno. Isso é uma ilusão. Ninguém é microempreendedor, mas empreendedor”, afirmou.
O Brasil Mais Produtivo, em sua segunda fase, está dividido em quatro etapas até 2027, começando pela inscrição voluntária na Plataforma de Produtividade. As empresas seguirão uma trilha de aperfeiçoamento, abordando gestão, inovação, mercado, manufatura enxuta, eficiência energética e transformação digital.
A plataforma oferecerá acesso a cursos, materiais e ferramentas, com até 93 mil empresas recebendo acompanhamento mais próximo. As etapas subsequentes incluem diagnóstico e melhoria de gestão, otimização de processos industriais, e transformação digital, abrangendo desde consultoria em Lean Manufacturing até soluções desenvolvidas por empresas provedoras de tecnologias 4.0.
O programa visa digitalizar 90% das indústrias até 2033, triplicando a participação da produção nacional nos setores de novas tecnologias. Na primeira fase, em 2017, o Brasil Mais Produtivo resultou em ganhos significativos, com um aumento médio de 22,7% na produtividade e crescimento médio de 8% no faturamento das empresas assistidas.
Imagem: Envato