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iFood Benefícios compra a Caju, e a operação forma empresa com 3 milhões de usuários e 135 mil clientes

Negócio, estimado pela imprensa em cerca de R$ 1 bilhão a mais de R$ 1,2 bilhão, depende do Cade e do Banco Central, com conclusão prevista para 2027

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iFood Benefícios

O iFood Benefícios, braço de benefícios corporativos do iFood, assinou acordo para comprar a Caju, startup de benefícios, despesas e gestão de pessoas, anunciou a companhia na terça-feira (20). As empresas não divulgaram o valor. O NeoFeed apurou que passa de R$ 1,2 bilhão, e o Estadão/Broadcast, que é de cerca de R$ 1 bilhão.

iFood e Caju somam 3 milhões de usuários em benefícios

Segundo a Prosus, controladora do iFood, é a maior aquisição da história do delivery. Em comunicado conjunto, as empresas dizem que, se aprovada, a compra dobra a presença do iFood no mercado de benefícios corporativos.

O iFood Benefícios tem cerca de 1,7 milhão de usuários e 65 mil empresas clientes, e a Caju, 1,3 milhão de trabalhadores e mais de 70 mil empresas. Juntas, somam 3 milhões de usuários e 135 mil clientes.

Segundo Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, cada uma movimenta cerca de R$ 1,3 bilhão por mês, e a rede de aceitação do iFood Benefícios tem 11 milhões de estabelecimentos.

Em publicação no LinkedIn, Eduardo Del Giglio, cofundador e CEO da Caju, disse que o iFood Benefícios traz ao setor “escala, multibenefícios e as vantagens do ecossistema iFood”.

O acordo foi comunicado ao Cade na segunda-feira (19) e depende também do Banco Central. “Até lá, nada muda: Caju e iFood Benefícios seguem operando de forma independente”, escreveu Del Giglio. Em entrevista à Reuters, ele disse que a conclusão está prevista para o próximo ano.

A compra faz parte do plano de investir R$ 24 bilhões até março de 2027. No ano fiscal encerrado em março, o delivery respondeu por 45% da receita do iFood, que quer ampliar a fatia de fintech, viagens e benefícios.

Para o varejo, o negócio chega com novas regras do setor. O decreto do PAT, de novembro de 2025, limita a taxa cobrada dos estabelecimentos a 3,6% e a tarifa de intercâmbio a 2%, e prevê interoperabilidade entre cartões e maquininhas em até 360 dias.

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Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial

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