NRF2026

Landmark detalha implantação de RFID em larga escala para resolver acuracidade de estoque e viabilizar omnichannel

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A featured session “Revolutionizing retail: Landmark’s RFID rollout across DCs and stores”, apresentada durante a NRF 2026, trouxe um relato operacional sobre a adoção de RFID em escala inédita no Oriente Médio pelo Landmark Group. O painel contou com a participação de Rahul Arya, Vice President & Head of Business Excellence da Centrepoint (marca do grupo), e dos consultores Michelle Bradshaw e Jason Plummer, da ClarityRFID.

Com sede em Dubai, o Landmark Group opera mais de 2.200 lojas em 21 países, emprega cerca de 55 mil pessoas e administra um portfólio que combina marcas próprias e franquias internacionais, como Centrepoint, Max, Splash, Babyshop e Home Centre. O grupo atua de forma verticalizada, cobrindo desde o design e a fabricação de produtos até a gestão de ativos como shopping centers, hotéis e restaurantes. Esse nível de complexidade foi apresentado como fator determinante para a adoção do RFID em escala.

Escala operacional e desafios de inventário

O crescimento do Landmark Group resultou em um aumento significativo da complexidade logística, impulsionado pela diversidade de categorias, formatos de loja e volumes de SKUs. Em operações de moda, por exemplo, erros de localização e contagem são recorrentes, uma vez que produtos podem permanecer na loja sem estarem efetivamente disponíveis para venda, apesar de constarem no sistema.

Essas inconsistências afetam diretamente indicadores de prevenção de perdas, reposição de mercadorias e planejamento de abastecimento. Em estruturas dessa magnitude, a ausência de visibilidade confiável sobre o inventário cria desvios que se acumulam ao longo da cadeia, dificultando decisões operacionais e estratégicas.

Acuracidade como base para o omnichannel

A sessão reforçou que estratégias omnichannel dependem de dados precisos sobre a localização de cada item, seja em centros de distribuição, lojas físicas ou em trânsito. Modelos como retirada em loja, envio a partir da loja ou promessa de disponibilidade em tempo real tornam-se inviáveis quando a acuracidade de estoque é baixa.

Nesse contexto, o RFID foi adotado como uma infraestrutura operacional capaz de fornecer leitura contínua e automatizada dos produtos, reduzindo erros manuais e ampliando a confiabilidade dos dados. A tecnologia passou a conectar operações logísticas e de loja em uma única camada de visibilidade.

Implantação inédita no Oriente Médio

A implementação apresentada abrangeu tanto centros de distribuição quanto lojas físicas, configurando um dos maiores projetos de RFID já executados na região. A leitura automatizada permitiu acelerar inventários cíclicos, reduzir divergências entre sistemas e realidade física e melhorar a gestão do fluxo de mercadorias ao longo da cadeia.

O RFID foi tratado como parte do núcleo operacional, e não como uma ferramenta isolada. A integração com sistemas existentes permitiu que a tecnologia atuasse de forma contínua, apoiando decisões de reposição, transferência e abastecimento.

Impacto na rotina das equipes de loja

Outro ponto central da sessão foi o efeito da tecnologia sobre o papel das equipes de loja. O projeto foi desenhado para reduzir o tempo dedicado a tarefas administrativas relacionadas a contagem e conferência de estoque, liberando os colaboradores para o atendimento ao cliente.

A adoção do RFID também exigiu atenção especial à capacitação das equipes, dada a presença do grupo em múltiplos países e contextos operacionais distintos. O treinamento foi tratado como um elemento crítico para garantir uso consistente da tecnologia e captura efetiva dos ganhos operacionais.

Sustentação do plano de expansão

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O projeto de RFID foi apresentado como um pilar para sustentar o plano de expansão do Landmark Group, que prevê a abertura de mais de 400 novas lojas nos próximos dois anos. Em um cenário de crescimento acelerado, padronização de processos, acuracidade de dados e previsibilidade operacional tornam-se requisitos para escalar a operação sem perda de controle.

A implantação do RFID foi posicionada como um componente estruturante da estratégia do grupo, com impacto direto na gestão de inventário, na eficiência logística e na viabilidade de modelos omnichannel. A experiência apresentada indicou que, em operações de grande porte, a tecnologia deixa de ser um diferencial pontual e passa a ser um pré-requisito para execução consistente.

*A missão NRF 2026 é uma realização da Central do Varejo, com patrocínio da TOTVS e Getnet.


(*) Patricia Cotti – Ganhadora do Digital Transformation Awards, Sócia Diretora da Goakira, Diretora de Pesquisa do IBEVAR, Colunista Central do Varejo, Professora dos MBAs da FIA, ESPM, ESECOM, USP. Saiba mais sobre as soluções da Goakira em https://goakira.com.br/

Imagens: Patricia Cotti

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