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Negociação para venda de mais de 100 lojas da J.C. Penney por US$ 950 milhões é cancelada

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J.C. Penney

Um acordo para a venda de um portfólio com mais de 100 lojas da J.C. Penney a um fundo de private equity foi cancelado, segundo documento regulatório divulgado pelo Copper Property CTL Pass Through Trust, responsável pela alienação dos imóveis.

Em julho, a Onyx Partners anunciou a aquisição de 119 lojas por US$ 947 milhões. A conclusão da operação estava prevista inicialmente para setembro, mas foi adiada diversas vezes.

O Copper Property CTL Pass Through Trust foi criado durante o processo de recuperação judicial da J.C. Penney, em 2020, para administrar os contratos de locação de 160 lojas e seis centros de distribuição. O objetivo final do trust era vender esses ativos imobiliários a terceiros o mais rapidamente possível.

Quando a venda para a Onyx foi anunciada, executivos do Copper Property enfrentaram questionamentos de investidores sobre o tamanho do portfólio, o valor negociado e a possibilidade de a conversão dos ativos em um fundo de investimento imobiliário gerar maior retorno. Pelos termos do acordo, o preço médio por propriedade era de US$ 8 milhões, pelo menos US$ 2 milhões abaixo do valor médio de vendas anteriores realizadas pelo trust. Em teleconferência com investidores, executivos mencionaram urgência para concluir a operação, citando prazos que já haviam sido alterados diversas vezes.

O Copper Property indicava contar com a conclusão do negócio. Em comunicado divulgado em 9 de dezembro, o trust informou que a data de fechamento havia sido adiada para 22 de dezembro, “para permitir tempo suficiente para concluir todas as etapas necessárias”, acrescentando que continuava “acreditando fortemente que o fechamento ocorreria”. O documento mais recente indica que o acordo seria rescindido caso o fechamento não ocorresse até a sexta-feira seguinte ao Natal.

Questionados sobre os motivos do cancelamento, executivos do Copper Property não comentaram. A Onyx Partners não respondeu imediatamente aos pedidos de esclarecimento.

Para Nick Egelanian, presidente da empresa de desenvolvimento imobiliário SiteWorks, não é possível saber com precisão o que levou ao desfecho. “Pode ser que os financiadores tenham recuado; que o comprador tenha recuado com base no valor imobiliário subjacente; ou que o comprador tenha recuado em função do desempenho da J.C. Penney”, afirmou por e-mail. “Também pode ser uma combinação desses e de outros fatores, mas estou realmente especulando. É uma pergunta muito pertinente.”

As vendas da rede de lojas de departamento continuaram em queda ao longo do ano, embora, no segundo trimestre, o ritmo dessa retração tenha diminuído e a empresa tenha registrado lucro em relação ao ano anterior. O resultado foi atribuído à melhora na gestão de remarcações e à mitigação de impactos tarifários. A varejista não divulga vendas em mesmas lojas e não quantificou as variações de tráfego mencionadas.

Desde o início do ano, a J.C. Penney é administrada pela Catalyst Brands, uma joint venture formada entre a Sparc Group e a própria varejista, em uma transação realizada integralmente com participação acionária. Entre os acionistas estão Simon Property Group, Brookfield Corporation, Authentic Brands Group e a varejista chinesa de fast fashion Shein. A Sparc Group havia sido anteriormente uma joint venture entre Authentic, Shein e Simon.

A Catalyst Brands também administra as marcas Aéropostale, Brooks Brothers, Eddie Bauer, Lucky Brand e Nautica, cujos direitos de propriedade intelectual pertencem à Authentic Brands Group.

Imagem: Mike Mozart
Informações: Daphne Howland para Retail Dive
Tradução livre: Central do Varejo

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