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Compras por IA já respondem por quase 30% do e-commerce de algumas marcas, diz executivo da TOTVS

Painel sobre canais físicos e digitais tratou de compra dentro de chats de IA, venda B2B com maquininha na mão do representante e estoque único para todos os canais

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Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude já respondem por quase 30% das vendas online de algumas marcas atendidas pela TOTVS. O dado foi apresentado por Felipe Varejão, porta-voz da TOTVS, nesta quarta-feira (14), no Universo TOTVS 2026.

O painel tratou de como unir canais físicos e digitais em uma só operação, no Expo Center Norte, em São Paulo. Também participaram Juan Francesch, porta-voz da empresa, e Felipe Lessa, head de produto de frente de loja da TOTVS.

Compra dentro do chat de IA

Segundo Varejão, as buscas de produto ficaram mais detalhadas. Em vez de pedir um tênis branco tamanho 42, o consumidor descreve à IA o uso, o estilo e o conforto que procura.

O executivo citou o Universal Commerce Protocol (UCP), lançado pelo Google em janeiro, durante a NRF, em Nova York. O protocolo permite que produtos de lojas virtuais sejam exibidos e comprados dentro das ferramentas de IA, sem passar pela página do produto.

Segundo Varejão, algumas plataformas de e-commerce colocaram o suporte ao UCP no roteiro de 2027 ou 2028. Nesse caso, a loja pode ficar fora das ferramentas de IA enquanto concorrentes já aparecem nelas.

O executivo também afirmou que as avaliações de clientes nas páginas de produto ganharam peso, porque ajudam as ferramentas de IA a reconhecer a autoridade da loja.

Varejão apresentou ainda o assistente de IA da Shopify, plataforma distribuída no Brasil pela RD Station, empresa da TOTVS. Segundo ele, uma cliente montou a loja virtual com o assistente em 10 a 12 dias.

Um bloco de vídeo na página inicial, que levaria cerca de uma semana se dependesse de agência ou chamado à plataforma, é criado pelo assistente em três minutos, segundo o executivo.

E-commerce B2B com maquininha

Segundo Juan Francesch, operações médias e grandes de e-commerce usam de 15 a 45 soluções integradas. Entre as distribuidoras, 70% já vendem no digital, mas o canal responde por cerca de 30% da receita, afirmou.

A Linx Commerce, plataforma que passou à TOTVS com a compra da Linx, tem para o B2B alçadas de aprovação de pedido, limites de compra por cliente, regras de impostos e logística segmentada.

A novidade apresentada foi a conexão da plataforma à maquininha de cartão do representante de vendas. O pedido feito na visita ao cliente já segue para faturamento e logística pelos sistemas integrados, segundo Juan.

A plataforma tem integração com mais de 250 soluções, entre elas Protheus, RD Station e TOTVS Pay, segundo o executivo.

Omnichannel com estoque unificado

O último bloco, apresentado por Lessa, tratou da gestão de pedidos (OMS), que também veio da Linx. Segundo ele, uma operação com nove soluções, como e-commerce, marketplace, aplicativo, WMS, ERP e PDVs, soma 36 integrações entre elas.

Cada integração tem regras próprias de atualização de estoque. O resultado, segundo Lessa, são ruptura, problemas fiscais e frete mais caro.

O OMS centraliza o estoque em tempo real e as regras de frete de todos os canais. O varejista pode, por exemplo, reservar um estoque de segurança maior para o marketplace, onde a ruptura costuma ser maior.

O sistema também define qual loja atende cada pedido, considerando prazo, preço e índice de falha de entrega de cada transportadora.

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Imagem: Victor Cortez/Central do Varejo

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