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PMEs aumentam 60% de vendas de papelaria e escritório na volta às aulas 2026

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A volta às aulas de 2026 impulsionou de forma significativa o mercado de papelaria e escritório, consolidando as pequenas e médias empresas (PMEs) como protagonistas do período. Em janeiro, as vendas do segmento cresceram 60% na comparação com o mesmo período de 2025, saltando de R$ 60,4 milhões para R$ 96,9 milhões em volume transacionado dentro da categoria.

Os dados são de um levantamento da Olist, ecossistema de soluções para PMEs com mais de 55 mil clientes ativos em todo o Brasil. O desempenho reflete o aumento da demanda por itens escolares essenciais e a consolidação das estratégias digitais adotadas pelos pequenos e médios lojistas. As compras online concentraram 90% dos pedidos realizados no período, com domínio absoluto dos marketplaces como principal canal de venda durante a volta às aulas, padrão semelhante ao observado em janeiro de 2025.

Entre os produtos mais comercializados em janeiro de 2026, as canetas lideraram as vendas, representando 14,8% do volume total, impulsionadas principalmente por kits de marca-texto e conjuntos com múltiplas unidades. Na sequência aparecem os lápis, com 14,0%, especialmente os kits de lápis de cor, e os cadernos, que responderam por 10,1% das vendas, com destaque para modelos universitários e versões em kits. Itens como cola, borracha, estojos escolares e papéis diversos também tiveram participação relevante no carrinho dos consumidores. Os estojos, inclusive, figuraram entre os seis produtos mais vendidos da categoria, com 3,5% do volume, enquanto as lancheiras aparecem no Top 14, respondendo por 2,14% das vendas do segmento. 

Embora não façam parte da categoria papelaria/escritório, as mochilas também tiveram papel relevante no consumo, movimentando R$ 22,6 milhões em janeiro deste ano, frente a R$ 17,9 milhões no mesmo período de 2025.

Apesar do avanço expressivo no faturamento da categoria papelaria e escritório, o levantamento aponta uma redução no ticket médio das compras na comparação anual. Em janeiro de 2025, o valor médio por pedido foi de R$ 84,30, enquanto, em 2026, o ticket médio recuou para R$ 63,24. O movimento indica um consumidor mais cauteloso, que distribui as compras em pedidos menores e prioriza itens essenciais, além de um ambiente mais competitivo nos canais digitais, com maior pressão por preços.

No que diz respeito aos meios de pagamento, o cartão de crédito permaneceu como a opção mais utilizada em 2026, concentrando 30% das transações, seguido pelo Pix, com 23%. O pagamento em dinheiro representou 18% das compras, enquanto débito e boleto somaram 9%, refletindo a diversidade de hábitos de consumo e a convivência entre meios digitais e tradicionais. Regionalmente, São Paulo liderou com ampla vantagem o desempenho das PMEs. O Paraná aparece na sequência, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Para Fábio Gallo, COO da Olist, o desempenho da volta às aulas de 2026 evidencia um consumidor mais planejado e uma atuação mais madura das PMEs. “Mesmo em um contexto econômico mais desafiador, os pequenos e médios negócios conseguiram se adaptar rapidamente, priorizando itens essenciais, simplificando a jornada de compra com kits escolares e fortalecendo a presença digital”, afirma. “A combinação entre uso de dados, integração dos canais de venda e meios de pagamento mais ágeis tem sido fundamental para aumentar a conversão e sustentar resultados consistentes nos principais picos sazonais do varejo”, completa.

Imagem: Pexels

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