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Ruptura em supermercados sobe em fevereiro e atinge itens básicos

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A falta de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros voltou a crescer em fevereiro. O Índice de Ruptura da Neogrid atingiu 13,2% no período, alta de 0,7 ponto percentual em relação a janeiro, quando o indicador estava em 12,5%.

O avanço foi puxado por itens básicos da cesta de consumo, como açúcar, arroz, feijão, café, leite e ovos. O movimento ocorre mesmo em um cenário de queda de preços em diversas categorias, indicando pressão sobre o abastecimento e a dinâmica de demanda.

Leia também: O que é ruptura de estoque e por que ela afeta as vendas no varejo

“Quando observamos uma alta disseminada na ruptura entre itens tão fundamentais, o que se evidencia é uma pressão direta sobre o orçamento das famílias, especialmente nas categorias de maior recorrência de compra”, afirma Robson Munhoz, Chief Relationship Strategist da Neogrid. “Esse movimento tende a exigir um consumidor mais estratégico, que passa a priorizar marcas, ajustar volumes e buscar alternativas para equilibrar o custo da cesta no dia a dia.”

Entre os produtos, o açúcar registrou ruptura de 10,2% em fevereiro, avanço de 2,1 pontos percentuais sobre janeiro e maior nível desde outubro de 2025. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea/Esalq), a valorização da saca de 50 quilos acima de R$ 100 favoreceu as exportações, reduzindo a oferta no mercado interno.

O arroz também manteve trajetória de alta na indisponibilidade. Após atingir 6,8% em outubro, o índice chegou a 11,5% em fevereiro. No mesmo período, os preços recuaram em diferentes tipos do produto.

No caso do feijão, a ruptura subiu de 8,2% em janeiro para 10% em fevereiro. Os preços apresentaram comportamento misto, com queda no feijão vermelho e alta nas variedades preta e carioca.

O azeite registrou ruptura de 13,6% em fevereiro, após estabilidade nos meses anteriores. Apesar da maior indisponibilidade, os preços recuaram no período, tanto para o tipo virgem quanto para o extra virgem.

A indisponibilidade do café avançou para 8%, enquanto os preços das versões em pó e em grãos apresentaram queda.

Entre os itens com maior variação, o leite UHT teve ruptura de 13,9% em fevereiro, ante 8,8% em janeiro. No mesmo intervalo, houve redução de preços em diferentes versões do produto.

Já os ovos registraram o maior avanço no indicador, com alta de 5,2 pontos percentuais, alcançando 27,2%. Os preços apresentaram queda em embalagens menores e aumento em opções com maior quantidade de unidades.

O índice de ruptura mede a porcentagem de itens em falta em relação ao total de produtos disponíveis no mix de cada loja. O cálculo considera todo o estoque do varejo, incluindo gôndolas e áreas de armazenagem, sem levar em conta o histórico de vendas ou a demanda.

Imagem: Divulgação

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